quinta-feira, 9 de maio de 2013

Crítica: Comando Assassino (1988)


Título Original: Monkey Shines | País de Origem: Estados Unidos | Duração: 113 minutos | Ano de Lançamento: 1988
Direção e roteiro: George A. Romero | Baseado no livro Monkey Shines de Michael Stewart | Elenco: Jason Beghe, Boo, John Pankow, Kate McNeil, Joyce Van Patten, Christine Forrest, Stanley Tucci, Janine Turner, Stephen Root





Allan, um estudante de direito e atleta, é atropelado enquanto treinava. Após cirurgia para salvar sua vida, acaba ficando tetraplégico e perde sua vontade de viver. Um amigo cientista o presenteia com a macaquinha Ella, treinada para obedecer e servir, e Allan ao lado de Ella reencontra a alegria e vontade de viver.
No entanto Ella é parte de um outro experimento, e passa a se conectar com a personalidade de Allan, dando vazão as suas frustrações e raiva, tornando-se assim uma perigosa companhia para Allan, sua família e amigos.

Comando Assassino segue aquela linha de filme bom da lista de um bom diretor, que por algum motivo desconhecido não tem a atenção merecida. O filme tem direção de George Romero, que sempre será lembrado por seus filmes de zumbis, com os clássicos A Noite dos Mortos-Vivos, Despertar dos Mortos, Dia dos Mortos, entre outros... Comando Assassino é sem dúvida um dos melhores filmes da filmografia de George Romero. Na primeira metade o filme foca no drama do personagem principal, Allan que depois de sofrer um acidente, fica tetraplégico, tendo que depender da ajuda de outras pessoas para fazer coisas cotidianas como tomar banho, comer, ir para a cama...  Até o dia que recebe uma macaquinha treinada e dócil de presenta do amigo cientista Geoffrey. Allan se apega ao animal, sem saber que Geoffrey está fazendo uma experiência para o aumento da inteligência de macacos injetando uma fórmula que tem em sua composição células cerebrais humanas. Fazendo uma ligação neural entre o animal e seu dono. A macaca fica agressiva quando Allan tem raiva, e se torna cada vez mais perigosa.


A mistura de drama com suspense e terror sempre dá certo, o roteiro explora a fundo isso. O público cria simpatia pelo animal e pelo dono e isso ajuda a dar força ao terceiro ato que é carregado de suspense e tensão. Mesmo tendo Tom Savini na produção como criador de maquiagem e efeitos especiais, o filme tem pouca violência, é quase certo que tenha sido censurado na época em que foi lançado.
Ficou claro também que o Planeta dos Macacos - A Origem copiou boa parte do argumento e elementos desse filme do Romero. As atuações são de primeira, a macaquinha merecia o Oscar de melhor atriz. A atriz Patricia Tallman também faz parte do elenco, ela ficou conhecida pela personagem Barbara do remake de A Noite dos Mortos-Vivos, lançado dois anos depois de Comando Assassino.

Comando Assassino merece ser visto, um dos casos de filme bom subestimado. Até Shakma que foi lançado 2 anos depois com o mesmo argumento e pegando uma carona nesse aqui recebeu mais reconhecimento por parte do público, mesmo esse aqui sendo muito superior. 
Compartilhe:

0 comentários:

Postar um comentário

conheça

https://hellblogdavan.blogspot.com.br/

+Parceiros

http://www.horrorgrafia.com.brhttp://www.attackfromplanetb.com/
http://www.bibliotecadoterror.com.br/
http://phantasmbr.blogspot.com
http://grindhousebrasil.blogspot.com.br/
https://imagemcamera.wordpress.com/
https://terrormania42.wordpress.com
http://uhpblog.blogspot.com.br/
http://cerebroinfernal.blogspot.com.br
http://mausoleudoterror.blogspot.com.br/
https://pulpmetalmagazine.com/
https://shedemonszine.blogspot.com.br
http://sessaodomedo.blogspot.com.br/