quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Crítica: Harvey (2001)

Nojento! Asqueroso! Bizarro e brilhante!

Harvey é o curta-metragem mais maluco que eu conheço, sem tempo pra permear um assunto, até como curta-metragem, é obrigado a ir direto ao ponto, e é o que ele faz, e muito bem, por sinal.




Vou dar alguns spoilers aqui, mas é mais uma análise do que spoiler, acredito que num filme de 10 minutos não tem muito aonde spoilar (risos).

Com uma abordagem extrema e perturbadora o filme mostra a triste vida de Harvey (Nicholas Hope - Anaconda 2, Tashunga), um homem que vive pela metade em uma casa escura num apartamento, sempre a olhar pelas brechas da porta por sua outra metade, quando percebe uma nova vizinha, Lily (Lisa Angove) e chama por socorro...
Help...
Mas sua voz é tão fraca que ela não escuta nada, dai então, ele se torna obscecado por tentar dominá-la, ou tê-la como sua outra cara-metade.


Ele invade a casa de Lily e entra no banheiro, ela se assusta muito, uma reação muito comum, não é todo dia que vemos um homem pela metade andando no nosso banheiro, assustada, a mulher, que tomava banho fica então atônita, pasma, sem nenhuma reação... Ela então escorrega e cai na banheira, batendo a cabeça, aonde desmaia por alguns instantes...


Quando Lily acorda, o homem parecia possuir uma metade sua, ela fica assustada e sem entender aquilo, mas logo passa a se 'acomodar', Harvey se sente completo porém uma aberração e mostro, como nunca antes.


Após, tentar forçar Lily a aceitar-lhe como sua metade, Harvey percebe o mal que está fazendo a ela, então devolve sua metade, e volta para seu lugar... Fim. Bom, o legal desse curta é a bizarrice num geral, bastante insano, lembro que quando vi a primeira vez, há uns 4 ou 5 anos tive bastante interesse, mesmo que seja simples tem efeitos especiais até que bem feitos.



ANÁLISE:

O curta apresenta uma boa estética, todo em preto e branco, a produção de efeitos ficou boa, porém os atores parecem atores de bico, pelo que pudi encontrar deles na internet eles tem um currículo bem fraco, o diretor ainda menos, não achei nada dele, mas fica aqui a dica, ainda continua sendo um dos meus curtas prediletos.


NOTAS:

Requintes de crueldade: 7,0
Seriedade: 9,5
Grau de clássico trash: 0,5
Efeitos especiais: 8,0
Nível de tosquice: 10,00
Bizarrice: 10,00
Atuação: 6,5
Trilha sonora: 9,0
Enredo: 8,0
Gore: 10,00

Definição ideal: Trash com estética de clássico
Nota final: 9,5



Já almoçou? Porque é bem grotesco, aqui está o curta completo (não tem falas):

  
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