quinta-feira, 10 de julho de 2014

Crítica: Duro de Prender, Ninguém Pode Me Matar (1988)


Sejam bem-vindos a Prisão Creedmore, esta que é uma das mais bizarras prisões de todos os tempos do cinema, só consegue perder para a prisão de Re-Animator - Fase Terminal, e óbviamente, a esdrúxula prisão de ''Ricky Oh''. Mas Creedmore tem seu diferencial... É um lugar ''mal assombrado'', pra não dizer pior... 



O filme tem por direção Renny Harlin, diretor com currículo não tão extenso dentro do gênero, mas que tem alguns títulos e atuações reconhecidas, famoso pela direção dos filmes Hora do Pesadelo IV, e Duro de Matar II, ambos que vieram depois de Prison, que é de '88, e não entendi muito bem, mas acho que dai surge o ridículo título Duro de Prender, Ninguém Pode Me Matar (1988), fazendo menções ao sucesso Die Hard 2, sem dúvidas é um título bem old VHS... Como vários outros.



Acho, que nunca no cinema, com extenso orçamento de $4,000,000 e atores considerados, pode-se fazer um filme tão ''incompreendido'' assim, Prison beira a Ação, Terror, um certo Suspense e até mesmo Comédia, como falei antes, mas não chega a ser declaradamente nenhum dos três gêneros por maioria, pelo menos pra mim, basta dizer que ele tem de Ação é o equivalente ao que tem de Terror, mas ele mistura bem os dois num só gênero... (Wtf?)

Tom Lister, Jr. como Tiny, o ator Lister é cego de seu olho direito.

Bem, na fatídica história de Creedmore, tudo era como deveria ser, numa prisão convencional, em meados dos anos '60, quando em seus últimos dias de estada é executado o condenado prisioneiro Charlie Forsythe com o uso de uma cadeira elétrica. Ali as portas se fecham por um bom tempo...


30 longos anos se passam e a prisão é ''reinaugurada'', digo isso porque o ex-diretor pretende reinaugurá-la, Eaton Sharpe, um homem que não tem controle algum sobre os prisioneiros, e que deve achar que sua arrogância e seus gritos nada transladados fazem dele um cara mal e digno de respeito... Mas não acaba passando de um cara ridículo, que sabe-se o porque, ainda insiste em tentar administrar uma prisão.


Lane Smith como Eaton Sharpe

Prison tem uma mistura quase étnica entre ação, terror e comédia, quando pega o ex-diretor da prisão pretende reabri-la, com praticamente nenhuma reforma depois de tanto tempo dá pra imaginar a situação, digna de filme de comédia, o primeiro fato deste filme que jamais seria levado a sério...


Nunca antes se viu um lugar tão mal preparado, onde até os guardas não parecem possuir muito treinamento algum, tendo em vista que o único motivo para a contenção dos prisioneiros é a bondade dos mesmos, não parece ser como vemos nos dias de hoje, onde os prisioneiros são estupidamente agressivos... Não, aqui, bonzinhos são os prisioneiros.


Estrelando Viggo Mortensen no papel de Burke, tá certo que ele fez seu papel em Massacre da Serra Elétrica III dentro do gênero, mas sejamos franco, sua cara é bem mais famosa pelo Senhor dos Anéis... E falando em personagens do filme, aqui já começo a ver pontos fracos, com desenvolvimento supérfluo, infelizmente, chegamos a conhecer e assimilar tudo muito bem, mas de fato, pouco se sabe sobre os personagens... O filme também conta com atores como Tommy 'Tiny' ListerTom Everett e um dos eternos Jason's Kane Hodder, num papel excepcional.


Seguindo a primeira das falhas cruciais deste filme, Duro de Prender, Ninguém Pode Me Matar tem um começo bem fraco mas que vai direto ao ponto, pra mim a iniciação de um filme necessita de duas coisas, extrospectividade do roteiro e incitação ao espectador, ainda mais nos dias de hoje que muitos desistem de ver os considerados Trash, logo de cara, por críticas e avaliações negativas de terceiros...


O filme persiste e já notamos seu clima, apesar de tudo é um filme bem original. Assim se seguem os fatos, quando alguns prisioneiros identificam estranhos fenômenos eletromagnéticos, que começam a acontecer por todo o lugar, o espírito de um homem morto em uma cadeira elétrica volta para assombrar a todos daquela prisão, mas com o diferencial (se me permitem dizer) em forma de energia elétrica...  Já adianto que o filme não tem tantas mortes assim como vários outros daqueles dias, mas das mortes que possui, algumas estão entre as melhores já feitas no cinema aterrorizador... Pra quem (assim como eu) encarece e se diverte com sádicas cenas como estas, o filme vale a pena.


Nos termos e aspectos técnicos do filme, por mim Atuação vem depois, é bem fraca em sua grande maioria, não me despertou grande interesse, posso dizer que em poucas partes não parece que um cara tá lendo uma fala direto do script, mas até que dá pra passar... O Roteiro, só pecou em questão de desenvolver os personagens, como falei antes, fora isso, rolou bem. A Trilha Sonora é ótima, deu grande acentuação as cenas mais medonhas. Os Efeitos especiais do filme são uma bosta bem na lata, uma coisa inegavelmente Trash. E o filme tem um final espetacular, apesar do misto entre Ação e Terror as vezes não dar tão certo quanto deveria aos olhos do diretor, mas acabou que teve um resultado geral bem satisfatório... Recomendo!


NOTA GERAL: 6.0
Avaliação e crítica por: Hugo Haizer
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