segunda-feira, 14 de julho de 2014

Crítica: Evil Ed (1995)


''Don't you fucking look at me!''

Você gosta de filmes divertidamente grotescos? Gosta de bizarrices? Esse é ''O Filme'' pra você. Evil Ed, um filme sueco não tão conhecido, de direção de Anders Jacobsson. Orçamento aproximado: 250,000 $, e não decepcionou no contexto. Provavelmente não exista filme mais chupado de outros clássicos quanto este, mas pelo menos é descarado em assumir...

Esse filme consegue ser um dos mais sádicos já feitos, só de ver o começo você já vai saber...


O filme possui cartazes de clássicos por toda parte desde Drácula até Evil Dead II, nitidamente é um clássico porque bebeu da fonte certa (inclusive tem o trocadilho Evil Ed/ Evil Dead haha e porque não lembrar do Evil Ed de Hora do Espanto?), os clássicos primordiais do Terror 80's, obviamente que com o passar das décadas, cada filme feito se baseia nos feitos na década passada ou retrasada, em algum ou diversos aspectos, com este não foi diferente...


Assim como foi o Elvira, Rainha das Trevas de '88, o filme se passa em uma produtora de Filmes Trash, dá pra notar que é uma influência forte por alguns elementos. Evil Ed de '95, pode ser considerado um dos filmes mais criativamente sangrentos da década de 90, pra mim é tranquilamente comparável qualitativamente a Fome Animal ('92), de Peter Jackson.



O filme satiriza também Taxi Driver ('76), com a clássica  ''Are you talkin' to me?'', todo cinéfilo que se preze vai notar que é um aglomerado de menções e influências de outros filmes, o filme praticamente tira um pouquinho de vários clássicos, claro, propositalmente. Também pode-se ver influência de O Iluminado ('80), entre outros...



Algumas das falas também presentes no filme:

''They're coming to get you, Barbara'' (A Noite dos Mortos-Vivos, 1968)
''Don't you fucking look at me'' (Veludo Azul, 1986)
''Dying time!'' (Mad Max - Além da Cúpula do Trovão 1985)


O começo até lembra o início de Re-Animator de '82, sem dúvidas teve influências fortes, até a música agitada que se toca ao fundo remete a cena de Re-Animator, e o filme já começa frenético, e de cara, é algo bisonho de se ver. Fora a cena acima, que se passa por entre os meios do filme, interessante essa mistura que o filme tem, não conheço muitos com do mesmo jeito.


É de matar de rir a maneira como conseguem se encaixar as falas de filmes clássicos copiadas, ditas nesse filme, você tá confortável assistindo o filme, tentando adivinhar o que está prestes a acontecer, quando de repente, BOOM! Alguém solta uma fala num momento totalmente 'impróprio'! E é excessiva desforme com o contexto da cena mas acaba sendo muito hilário.



Fora isso tudo, a maneira como eles retraram os Filmes bem 'trashera' é o melhor!
O filme brinca com a velha repugnância e com os excessos, um dos principais elementos dos grandes filmes do subgênero do Terror, 70's e 80's e de baixo orçamento, possuindo diversas cenas de desmembramento com psicopatas mongolóides, bem satirizado, o filme põe também, lado a lado a assemelhação entre filmes modestos (Clássicos, Cults) e exageradamente excessivos (Trashs).

Olha que estrupício cara de abusado...

A despeito das sátiras, Evil Ed, também é dotado de uma grande quantidade de Humor negro e Sadismo, inegavelmente, um show de mortes violentas. É o prato cheio pra quem aprecia esse tipo de coisa num Filme de Terror. Mas apesar de tudo isso, o filme também mostra várias cenas realmente macabras e muito criativas... E sendo modesto, assusta bastante!


Basicamente sobre o filme, vemos a história de Edward, um pacato homem, extremamente ético e organizado, o verdadeiro cidadão americano, que trabalha com o corte de negativos de, numa grande produtora de Cinema chamada European, em resumo, ele sai de sua área, na sessão de filmes clássicos do Cinema, e é enviado para a ala de Filmes de Terror, do mais baixo calão do cinema, onde passa a se sentir coagido e no mínimo enojado...


Certamente desconfortável com seu trabalho, vemos toda uma transformação psicológica do personagem Eddie, que no mínimo, sejamos francos, é bizarra! Mediante a um chefe franzino de tão abusado e meticulosamente exigente, Edward se vê num beco sem saída, pois teme perder seu emprego, regado a privilégios nem tão relevantes, mas que não deixam de ser privilégios...

Fright Night todinha, essa maquiagem...


Um turbilhão de coisas se passa pela cabeça de Ed, e uma simples preocupação se transforma em seu maior problema, seu estado emocional, quando as coisas criadas pelo cinema grotesco começam a lesar seu cérebro, que agora pode tomar vida própria em sua doentia imaginação, um universo em que praticamente qualquer criação da mente humana pode se tornar realidade,a dos cinemas mais obscuros EVER!


O roteiro intensifica cada vez mais a idéia de um psicopata por trás da mente ordinária de um cidadão convencional, que trabalha e vive normalmente, só esperando para ser despertada por um estopim conveniente. Excelente Roteiro. Ótima Fotografia, muito bem realizado. O filme tem uma Excelente Dublagem feita em estúdio, me lembrou muito Náusea Total ('87), dando um tom mais profissional ao filme, bem original.


A Maquiagem é muito bem feita. As mortes são sensacional e o final é muito bom! Imprevisível. O filme tem grandes cenas e sem dúvida alguma, merecia muitos mais apreciadores, do que os que já possui. Quer se divertir? Então está recomendadíssimo!


Nota Geral: 8.0
Crítica originalmente por H. Haizer.

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