quinta-feira, 10 de julho de 2014

Crítica: The Geek - A Aberração (1990)



Esse é um dos poucos filmes que se eu pudesse definir com uma palavra, esta palavra seria: Fraco. O filme é muito pouco em todos os aspectos, é bem mais do que só um filme simples, é pobre de criatividade, pobre de roteiro, e pobre de sentido, não esperem grande coisa desse filme.



O filme tem pouco mais de 1 Hora e 15 de duração e tem poucas falas, menos de 200 falas, pra você ter noção, legendei ele e levei um terço do tempo que demorei pra assisti-lo, na legendagem, quando o comum é levar sete ou oito vezes a mais que a duração do filme, enfim...

O filme conta a direção de Carlton J. Albright, um daqueles diretores fantasma que ninguém nunca ouviu falar e muito menos sabe quem é, somente pela direção de um ou outro filme, Albright gerenciou a produção de The Children (1980), do também diretor fantasma Max Kalmanowicz.




Não há informações oficiais sobre o orçamento do filme, mas estima-se que não seja de grande valor, entre alguns quase nada e uns 300 dólares, e avaliando tô achando até demais... Mas a princípio é isso o que mais chama atenção no filme, o muito (ou quase nenhum) orçamento levantado para o filme, o que influenciou em todos os aspectos da película.

E ainda vou dizer o seguinte...  Já vi muito filme com orçamento relativamente alto que fez bem mais vergonha. E não é novidade que fazer cinema com pouca grana requer raça, no caso de Luther the Geek, a fórmula foi de sucesso entre os apreciadores de Filmes de Terror de baixo orçamento, a grande prova disso é que está na seleção dos 101 Melhores Filmes de Horror que Você Nunca Viu, livro de Adam Lukeman, lançado pela Fangoria, confira aqui.


Luther é um sujeito muito estranho, na verdade, chamá-lo de estranho é tentar amenizar sua bizarrice, ele é escroto! E no mínimo... O sujeito usa uma dentadura de aço afiada e tem por maior hobbie imitar uma galinha, é isso! Ele faz isso praticamente na maior parte do tempo no filme inteiro. O que procede é que Luther antes era uma aberração de circo, muito antes de andar solto pelas ruas, quando foi parar numa instituição para doentes mentais, não sei como, o ''conselho'' de avaliadores da Instituição chega a um quase-consenso de que o cara já pode ser liberado... Assim sem mais nem menos! 



Ninguém intervem e Luther, o homem galinha é liberado para andar a solta pelas ruas da cidade... Você imagina a merda. Apesar de tudo, o roteiro não é tão bem desenvolvido assim quando, na verdade, poderia ter muitas maneiras de desenvolver uma história bem legal com um cara tão demente e sanguinário a solta, mas como a limitação do orçamento leva a produção a ter menos opções, o filme acaba simples... E interessante.


Vou deixar um fato interessante que li sobre este filme:
''Luther the Geek foi filmado em Tampico, Illinois. Edward Terry, que interpretou Luther, só tinha uma metro e meio e pesava cerca de 50 quilos então as câmeras foram estrategicamente colocadas para dar a ilusão de que Luther era maior do que o ator Terry era, na verdade. Além disso, a mulher idosa que Luther assassina logo no começo do filme fora do supermercado foi, na realidade, uma jovem mulher com uma peruca e maquiagem, no entanto, o artista que fez as maquiagens de Luther do Geek pediu para não ser creditado no fim do filme.''


O filme é pobre nos aspectos técnicos também, a Fotografia é simples demais, esse é garantia (pelo menos eu penso) de nunca sair em Blu-Ray, até hoje é um filme pouco divulgado, teve distribuição pela Troma em DVD, mas digamos que o público para tal tipo de cinema é bem seleto, não agrada qualquer um, e não acho que isso seja necessariamente ruim, menos farofão, mais prestígio.


A Maquiagem é bem esdrúxula, rústica e inlapidada. Trilha Sonora sem grande ponto. Atuação até que não entra mal, por incrível que pareça, conheço vários filmes com atuação porca, feita porque quem recebeu pra fazer aquilo, aqui atuação é enquadrada e entra no conjunto do filme, de coisas simples, mas não é por dizer, pobre.


O filme não possui Efeitos especiais. O Elenco é curto, com um total de 20 pessoas e poucas na produção, nenhum ator é conhecido e a maioria do elenco é de cenografia, eu pelo menos nunca vi nenhum deles em lugar algum, a própria estrela do filme, Edward Terry, nem sei se ainda é vivo, ou sobre sua carreira, ou mesmo é ator de verdade. O Final é excelente, não decepciona. 

Em resumo, esse é um filme para, acima de tudo, divertir, não espere grande coisa, eu recomendo para quem gosta de filmes de baixo orçamento, vou deixar o link para download aqui.
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