terça-feira, 8 de julho de 2014

Crítica: Violência e Terror (1989)



1989! Do ano em que filmes sangrentos de Terror estavam em alta e mais criativos do que nunca, The Intruder ganha espaço. Época boa para o cinema do gênero, com grandes franquias e filmes dando sequências e segmentos, sempre intensificando e dando vida a personagens e histórias, dentre eles, Hora do Espanto II, Hora do Pesadelo IV, Sexta-Feira 13 Parte VII, entre muitos outros, e de um ano antes, Hellraiser II, Phantasm II, Creepshow II e de dois anos antes, Evil Dead II, que curiosamente, tem por parte no elenco de The Intruder, ainda com os títulos traduzidos ''Violência e Terror'' (título oficial no Brasil) ou ainda ''Terror Fora de Horas''.


Com direção do grande Scott Spiegel, de ''Esfolados Vivos'' (1990), ''Drink no Inferno II'' (1999),e também atuou em filmes como Morte do Demônio I e II, fora o Whitin the Woods de '78, o projeto experimental de Sam Raimi para Evil Dead. Já deu pra notar que é uma filmagem praticamente entre colegas, amigos e velhos conhecidos do Terror regional. Filme feito no leve orçamento de 130,000 $, bons dólares americanos. Com criatividade suficiente imposta num roteiro, para tornar um cenário apenas, interessante o suficiente.


O filme usa o elenco surpresa e da imprevisibilidade sobre o destino dos personagens, partindo para a parte ''gore'' das mortes. Apesar do começo ser fraco e bem enrolado, o meio e fim são espetaculares. Um detalhe interessante é que toda a trama se passa rapidamente, no decorrer de uma só noite, no supermercado onde se passam todos os acontecimentos.


Sobre um rápido resumo do filme, se trata de um grupo de administradores de um grande supermercado, que tiram a noite para organizar e fazer um balanço geral, mediante a circunstâncias medonhas, um assassino facínora, praticamente conhecido e perverso ronda o mercado em busca de fazer vítimas, com mortes um tanto quanto doentias... Fazendo um banho de sangue, o filme deixa um clima sombrio de suspense e dúvida sobre quem o espectador acha que vive e morre.


Se eu pudesse destacar algo nesta bela obra-prima do Terror de orçamento curto de primeira vista, eu daria destaque primeiramente para o Elenco. Composto por atores como Elizabeth Cox (Noite dos Arrepios), a dupla dinâmica de irmãos, Sam e Ted Raimi (Evil Dead II, Darkman), também o aclamado maquiador, Gregory Nicotero (também Evil Dead II), Renée Estevez (Acampamento Sinistro), Dan Hicks (Evil Dead II e Maniac Cop) e uma breve ponta de Bruce Campbell (óbviamente Evil Dead II), nas partes finais do filme.


Fiquei até feliz de ver Sam Raimi realmente atuando ao lado de seu irmão, acredito que este seja o único filme onde acontece tal proesa, lembrando que costumamos ver Ted sempre ao lado dele, mas somente executando papéis, e Sam sempre por trás das câmeras, de onde costuma dirigir seus filmes. Um dos motivos pelo qual este filme vale a pena, goste ou não, quem realmente tem amor pelo Terror conceitual, passa por este marco icônico.


Já deu pra notar que em relação a elenco há uma grande contribuição, e um verdadeiro comboio de atores do ramo e gênero em favor do filme, todos (ou quase todos) em alta naquele tempo... Por mais que não tenha nenhum grande ator, fora os que (curiosamente) menos atuam no filme.

Um ponto! Com grande parte de elenco de A Morte do Demônio II, feito dois anos antes. Sem dúvidas, esse é um dos tipos de atitudes que não temos mais tido dos filmes de Terror e que mais nos faz falta, esta união cônjuge entre Terror e raça, unindo os velhos pioneiros e amantes do gênero, que fazem por fazer, coisas que se via muito, como no grande exemplo de Creepshow, feito sete anos antes de The Intruder,  e que... Porque não dizer? Revolucionou o Terror oitentista, por sua originalidade e esmêro... Não podia ser pra menos, com tal elenco de produção.


O terceiro ponto que torna The Intruder legal é o que mais me chamou atenção, fora o diversificado elenco... As mortes! ponto tão relevante para mim, que me valeu o filme! Grandes mortes! De criatividade imensa. Bom para todo apreciador dessas coisas, e que valoriza isso num filme, eu ainda ousaria dizer que se tornou um dos meus prediletos em quesito de morte, ao lado de Acampamento Sinistro II, que por sinal é um outro filmaço com esse estilo de ''mortes criativas''... E os da franquia A Hora do Pesadelo, claro... Apesar de serem outros 500... Enfim!


O quarto ponto que torna esse filme interessante é sem dúvida a maquiagem, conforme vemos as mortes, confirmamos a presença de maquiagens nem sempre tão reais, mas mais bem aplicadas, com certeza com Nicotero no elenco, esse elemento não poderia ter falhado, melhor que isso, só se Tom Savini estivesse presente no elenco, mas ai, garanto que não seria mais um filme de baixo orçamento, despararia... (hehe).



O que não seria um ponto a favor, mas que gostei bastante neste filme e traduziria como vantagem neste filme, é o clima macabro que ele possui, em grande parte no final... Chega a assustar mesmo, e causar uma certa repulsa e medo, se você assisti-lo atenciosamente, no ambiente correto, claro... Acredite, é medonho! Claro que cada um tem a sua opinião, mas eu não acredito estar errado.

E ainda a respeito do ''clima'' que ele emplaca, acho que se você tiver um grande lado claustrofóbico, se prepare para os pontos altos deste filme, são em especial para pessoas como você! *Obs.: Um fator completamente irônico, tendo em vista que o filme se passa num supermercado gigantesco, não poderia haver lugar menos claustrofóbico no mundo haha.*


O contra-ponto que mais me chamou atenção nesse filme seria a parte de início do filme até o meio, onde poucos fatos acontecem, e o filme se toma de um clima monótono, claro que a maioria das pessoas nunca espera um grande massacre, ou coisa do tipo, logo de cara, mas o começo desse filme quase me fez desistir de assisti-lo. Então, seja paciente! Ele leva alguns minutos para se tornar realmente interessante.



Juntamente com isto, um chute baixo desse filme é que de cara vemos o suposto assassino do filme logo de cara, não se esperam nem sagrados 30 minutos... *Obs.: Bem a cara das três continuações de Acampamento Sinistro feitas anos antes ('83 e '88, fora o terceiro do mesmo ano de The Intruder), que pode ser considerado um dos primeiros filmes do tipo a mostrar sem pudor o assassino para o espectador...* Mediante a reviravoltas clichês, até que dá pra engolir, não é tão exagerado...


Partindo para este lado, Um outro ponto negativo deste filme é o seu clichê previsível, apesar de que ele seja bem original em suas partes, ele possui um lado clichê muito forte, quando apela para o típico suspense com revira-voltas manjadas e até mesmo, em seu lado inesperado acaba atingido uma certa coisa onde acabamos com aquela velha sensação... ''Eu já vi isso antes, em algum lugar!'' Mas ele nem sempre parte pra esse lado, basta dizer que, quando ele parte é bem extremo...


No geral, o filme é bacana, a trilha sonora não tem grande destaque, mas também não faz feio, digamos que seja somente adequada, se encaixando bem nos momentos de tensão... Para a fotografia, vale o mesmo, dentro das expectativas para um filme com tal orçamento.  Por fim, no meu critério não leva a nota máxima, mas também não fica abaixo da média. O final não decepciona e é até de certa maneira imprevisível, mais que isso eu falo somente... Assistam! 



Nota Geral: 7.0
Crítica originalmente por: Hugo Haizer
Compartilhe:

1 comentários: