quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Crítica: O Padrastro (1987)



Título Original: The Stepfather
Lançamento: 16 de Novembro de 1987
País de origem: Estados Unidos
Orçamento: 2.488.740 dólares

Achei que seria uma boa pra passar esse tempo de sofrimento uma crítica bem falastrona, então decidi assistir ao "O Padrasto" (The Stepfhater, de direção de Joseph Ruben), filme que já havia "downlodeado" há um tempo com a legenda correta (a qual sempre esqueço de conferir), para então poder comentar. Mas em breve darei continuidade as críticas, para quem gosta de acompanhar e conhecer novos filmes, e aos poucos que também gostam das minhas críticas amadoras (hihihihi), vou fazendo críticas enquanto eu puder.


Coincidentemente também, a Fotografia de ambos os filmes se pareceram muito, até parece que filmaram os dois com a mesma câmera, pelo menos com o primeiro The Dentist, que consegui assistir (que por sinal é um ótimo filme 90's). Apesar de que The Stepfather me pareceu bem mais desenvolvido em termos técnicos, mas acho que os dois estão praticamente nos mesmos padrões de qualidade, num termo geral, em minha opinião, claro...


Bom, a primeira coisa que se nota é o intérprete Terry O'Quinn (Alguém vai pensar... Nossa mãe do céu! Esse cara parece aquele careca do Lost), escolheram o cara perfeito... O filme não tem essa de meias voltas, faz o favor de logo nos primeiros minutos mostrar quem é o padrasto (um psicopata medonho desprovido de sentimentos), ao contrário do suspenso desnecessário de muitos filmes daquela mesma época. O padrasto é visto agindo em sua impressionante frieza e desdém... Logo tenho de dizer, a atuação de O'Quinn nesta obra é fenomenal, e não só aqui, ele é um ator excepcional, velho lobo do mar no Cinema.

O sorriso perfeito para um serial killer...

Eu comentei sobre este filme com alguns amigos mais velhos e eles me disseram que passou em TV aberta no fim dos anos 90, bom eu não me lembro disso, mas acredito que seja verdade, é um dos tipos de filme que passariam no SBT por exemplo, naquelas sessões noturnas.

Pesquisei sobre o fato, é claro, e me veio um bom resultado... Foi dublado pela extinta Hebert Richards, vi que também exibiram seu remake pela primeira vez na Tela Quente (Globo) em 2013 repercutido por ótimo resultado de audiência.

Um pouquinho sobre o enredo

Como já pode se deduzir da arte de capa mostra, o personagem Jerry sofre com esse dualismo perverso entre quem ele é, e o que está dentro dele, o seu lado obscuro de psicopatia inerente, do qual ninguém pode livra-lo senão ele mesmo, de alguma forma... Mas ao contrário do que se deve imaginar, ele raramente deixa transparecer sua insanidade, é aparentemente tranquilo e dócio, mas quando se irrita tem fervorosos ataques de fúria.

Enquanto temos Jerry, vemos sua família com a garota Stephanie e sua mulher Susan. Eles estão num relacionamento desde a morte de seu antigo marido, há um ano atrás. E apesar da convivência razoável entre ambos, Stephanie não concorda com a relação e por consequência direta desta opinião começa a apresentar repetidos problemas na escola e até pra conseguir fugir de seu padrasto maluco ela pretende ir para o internato.


Falando mais um pouco do enredo resumidamente, em contrapartida ao psicopata perigoso vemos Stephanie que não vai com a cara de Jerry e um investigador, irmão de uma antiga vítima dele e que irá levar sua investigação a qualquer custo... Enquanto que Susan, a mãe da garota apadrinhada parece nem se importar com as opiniões bobas de sua filha e achar uma baita desconsideração os pés atrás de Stephanie para com seu padrasto de índole teatral.

É basicamente isto, o legal é que o filme tem excelente desenvoltura, o clima logo começa a esquentar e nos faz muito pensar no que está prestes a acontecer, muito bom esse elemento. A duração do filme de uma hora e meia, quase, contribui bem.


E numa consideração final sobre o roteiro, uma coisa não fez o menor sentido... Segundo se diz no filme, o homem, Jerry, do qual os investigadores não fazem ideia de qual seja seu verdadeiro nome é uma incógnita irresolvível, a cada ano ele encontra para uma nova família em um novo local, e acaba por assassinar seus membros sempre indo depois para uma outra nova família, tudo bem... E os investigadores iriam simplesmente desistir? E outra, a área é até considerada pequena em que ele ataca, porque não há uma investigação especial? Simplesmente não conseguem ligar os pontos e fecham o caso... Vai entender.

Remakes e continuações

Não vi a reinvenção deste clássico, ou mesmo suas continuações, mas pelo que percebi os outros filmes parecem ser bem distintos a este, certamente com novos papéis principais e outros enredos totalmente distintos, talvez seja alguma 

Quanto ao Remake vale o mesmo, não assisti mas também não sei se pretendo, é um daqueles filmes que só verei se estiver passando na TV, porque não me pareceu muito interessante, e também fui testar a confiabilidade do quesito qualidade com alguns amigos "cinéfilos of Horror" e me disseram que é bem inferior, claro é sempre bom ter nossa opinião própria sobre qualquer coisa, então certamente irei assistir e comentar por aqui, apesar de que remakes sempre seguem em segundo plano na minha lista de filmes à se assistir.


Análises

Eu diria que esse filme não tem uma grande Fotografia, chega a ser bem simples e não tem toda aquela expressão dos filmes anos 80, tá ai um filme que se me colocassem avulso para assistir eu diria que é 90s, tirando algumas cenas de ruas e modelos de carros, por exemplo, mas alguns oitentistas tem disso, e o clima noventista é tão peculiar quanto qualquer outro.

Não tem muitas outras coisas, o filme é muito voltado ao roteiro e não foca em outros aspectos como maquiagem, com exceção de poucas cenas. O filme vale a pena, numa avaliação pessoal eu daria 8/10.


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