terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Crítica: Noite Infernal (1981)


Direção: Tom DeSimone
Duração: 101 minutos
Orçamento: Desconhecido (acredito que não muito)

As pessoas falam de sobre filmes de todos os tipos os comparando com a alegoria relativa de uma montanha russa, mas bem, nunca vi um filme que casasse tão bem tais termos, tanto é que se eu pudesse definir Noite Infernal em poucas palavras estas seriam "montanha russa", sem pensar duas vezes, embora eu também tenha pensado em "desproporcional". O início do filme deixa muito a desejar em contexto de desenvoltura, até pra um filme deste tipo, onde muito pouco acontece e muito do que acontece não é interessante, ou relevante.


Tudo isso por mais que indesejado ainda não seria nenhum problema se o início do filme não fosse acrescentado de uma perpétua falta de sentido presente no roteiro, como já conhecidos clichês de jovens indo farrear em mansões abandonadas, entre outras coisas... Apesar de que, vale lembrar que esse é um dos clássicos originários que pode-se dizer, ajudou a formalizar tais clichês na cultura do "cinema horrorizante", sendo do mesmo ano que um outro clássico provedor de xeroxes, Evil Dead, por exemplo.
A exuberante Linda Blair...

E falando no dito cujo, o filme consiste em bater na tecla do clichê de Terror diversas vezes, não chega a ser um filme que passa tão grande sensação de "Eu já vi isso antes, em algum lugar" como muitos outros fizeram e fazem, inclusive também, alguns do mesmo período, mas usa de artifícios de cenas de susto clássicas, mortes


Hell Night tem um clima oscilante de tensão, e que segue crescente, apesar de que tediosamente, com lentidão embora que logo se torne muito interessante... Após mais ou menos 1 hora de enrolação premeditada. Com um roteiro conveniente entre sustos imprevisivelmente inventivos e uma atuação bem convincente, o filme procede a um desfecho até bastante original, levando em conta que possui clichês dos mais diversos sempre presentes em Filmes de Terror feitos pra assustar.

Mas além de toda a avaliação relativamente elogiante que faço desta película, sem sobra de dúvidas creio que é um filme que vale pela tensão de cenas, acoplado de um turbilhão de intensidades onde não se sabe nunca quem será o próximo a morrer, ou mesmo quem será o sobrevivente, claro que muito já se sabe que o calibre de um ator tem a compreensividade de mantê-lo mais num roteiro, ou menos.


Um filme que vale a pena mais pelo lado assustador da coisa, do que pelo esmero cinematográfico com um contexto filosófico/social como muito se vê em filmes de diretores consagrados do Terror... Todavia Noite Infernal ganha notoriedade pelo elenco e claro, como não poderia deixar de ser mencionar nesta crítica, a presença da digníssima rainha Linda Blair, que não é por nada, sei que posso bem ser suspeito pra falar, mas está divinamente linda, de fato (e bem peituda), que entra como um dos personagens principais.


Como que com um efeito meio gloom na Fotografia, o clima obscuro do filme passado 100% numa noite fria e coisas como cenários e também figurino influenciaram muito na identidade do filme, eu diria.

Apesar de conter excelente desfecho progride muito devagar, sendo a história como um todo se passa em 6 horas de acontecimentos, do começo ao fim do filme, muito pouco se resolve, quando a sensação que temos é que ele é transmitido quase que em tempo real, não culpo a produção por isto, claro que assim que se termina de assistir este filme logo pensamos que o roteiro não deveria ser diferente, a despeito da imperfeição crônica.


Uma obra valente de elenco simples, em sua maioria figurantes, o roteiro se endorsa entre quatro jovens e outros 3 em paralelos, ou sete personagens principais, todos numa mansão mal assombrada, a diversão começa quando tentamos decifrar quem vai morrer, ou não... Bom, como, nota fraca pra imprevisibilidade num geral, apesar de um final criativo... E por falar em criativo, as formas de mortes são ótimas.

Em breve avaliação sobre o geral do filme, vale a pena para quem curte filmes com visual e clima macabro, Noite Infernal passa longe de um filme perfeito mas pelo menos se mostra um bom passa-tempo, e imprescindível para quem acompanha a carreira de Blair.

Nota: 5.5



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