terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Crítica: O Maníaco (1980)


Título Original: Maniac
Ano: 1980
Direção: William Lustig
Orçamento: 350 mil dólares (segundo o imbd)

Agora irei fazer uma crítica tormentativa sobre "Maniac" (O Maníaco, 1980), com direção de William Lustig. Clássico Slasher, filme visceral e de grande originalidade. Esse filme certamente é um dos melhores e mais clássicos Slashers sobre a psicopatia já feitos, isso por diversos fatores, uma Fotografia inconfundível, Roteiro ótimo e detalhes essenciais tais como maquiagem, grandes cenas e mortes.

Antes de mais nada, cara que começo bizarro, acho que se tivesse uma competição de bizarrices cinematográficas esse início tava dentro e disparado! Acho até mesmo que nunca vi um começo de filme tão bizarro assim, é simples, mas ao mesmo tempo... Bem medonho e soturno, mas só pela introdução já vemos bem uma retratação do filme, demente e sinistro.


A primeira coisa que chama atenção é a escolha refinada para interpretação do maníaco, acho que não poderia haver escolha mais adequada, Joe Spinell, certamente deu um toque a mais de malevolência e pela atuação o desdém assassino parece ser ilimitado. Como cada ator tem um certo tipo de expressão facial automática acredito que a escolha do diretor para o personagem foi perfeita, Spinell consegue passar o olhar de despreocupação e depravação mental de forma única, quando quer, fora que é de grande estrutura corporal, coisa que cai bem em cenas que tamanho é um documento "sobrevivencial" para as fatídicas vítimas.

Retratando o universo psicótico de um maníaco irreparável com perfeição, "Maniac" frisa a visceralidade, em um tumulto de cenas , com clima de clássico do começo ao fim, o filme não pouca em exibir a insanidade gratuita presente no mundo dos psicopatas mais perversos, com a escolha de um ator que pode passar essa dissemelhança vivencial dos insanos, com uma cara já de maluco e uma atuação primorosa.


O clima de filme clássico e roteiro são a peculiaridade desta obra, simples, em diversos momentos passando pelo convencional, repulsivo e genial. Com um charme encantador para os fãs do gênero mais ligados a velha guarda do Terror, ele certamente não pretende agradar a qualquer um, e definitivamente não foi feito para fãs somente do Terror moderno que se vê, é uma coisa fina, direta, visceral e nada financeiramente intuitiva.

No mais não é um filme meio fora dos padrões do Terror propriamente dito e vem de um tempo em que pode ser considerado totalmente distinto e até mesmo inovador, levando tudo em consideração claro...

Além de tudo isso, tem o lado artístico do filme que mostra toda uma filosofia por trás, eu diria, que mesmo embora tenha muita demência cinematográfica pode-se dizer que é bem original. O filme teve uma sequência em andamento em '86 com outro diretor, Maniac 2 (Mr. Robbie), que tomou outro rumo completamente diferente, e bem mais Trash mesmo... Infelizmente cancelado pela abrupta notícia de morte do protagonista imprescindível Joe Spinell, que segundo li já não vinha bem de saúde após a morte de sua mãe menos de um antes.


"Maniac" também ganhou Remake em 2012 por Franck Khalfoun, mais um que sei... Não verei, não sou hater de remakes só abomino a maioria destes "Filme$".

Passando em leve resumo sobre a história, vemos Frank, um sinistro homem que como o próprio título já diz é um tênue maníaco, que no caso, se assemelha pela psicopatia e per propriamente um homem de manias.

Ele é incapaz de manter relações íntimas e próximas com mulheres devido a um trauma anterior, sendo controlado por uma vontade insaciável e involuntária de matar, ele então passa a substituir mulheres em sua vida por manequins com um "toque especial", e com elas ele vive seus momentos de-solitários, em sua casa soturna que mais parece um depósito de loja. No mais, o tal psicopata segue sua vida noturna na desdenhosa e ímpia cidade de Nova Iorque em busca de novas vítimas, sejam ou não sortidas...


Com uma dose estonteante de sangue e violência, "Maniac" não poderia ter sido feito em outra cidade, senão Nova Iorque, um lugar que por mais encantador que seja sempre será repleto de imundices, prostituição, cafetões, drogas e gangues, e filmes como este, entre outros (como Frankenhooker, Street Trash e até mesmo Vingador Tóxico), são capazes de retratar tal realidade.

Partindo para os contra-pontos, o filme não é perfeito, em várias partes atuação deixa a desejar, principalmente pelos protagonistas secundários, e falando o notável, em partes cai no clichê, por mais que ele mesmo possa ter sido um dos precursores e originais do tipo, tem certas coisas que (pra não spoilar o filme) não podem ser passadas de forma convencional, entre cenas de suspense previsíveis entre outros acontecimentos simplesmente muito convenientes para um roteiro realista, mas nada tão gritante que o torne cafona ou ridículo, muito pelo contrário.

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