terça-feira, 25 de novembro de 2014

Crítica: Invasores Invisíveis (1959)



Titulo: Invisible Invaders
Ano: 1959
Direção: Edward L. Cahn
Orçamento: U$ 450.000 (Segundo o Imdb)

O maior diretor de filmes “B” dos anos 50 é sem sombra de dúvidas Edward L. Cahn. Com filmes consagrados que misturam a ficção cientifica e o terror, como nas obras “Ameaça do Outro Mundo”, “O Mistério das Caveiras” e “A Maldição do Homem sem Rosto”, os filmes dele sempre misturam o contexto social da época com a fantasia, deixando a imaginação correr solta tanto no roteiro como nas filmagens.

Invasores Invisíveis” saiu 1959 o auge da Guerra Fria e da corrida armamentista. Assim vários filmes saíram com essa temática do medo, paranoia e também o xenofobismo, que eram uma subtrama muito forte. Mas mesmo depois de algum tempo, essa sociedade dos anos 50 é também um reflexo da nossa sociedade, do medo que vivemos agora, ou melhor, do desconhecido. O roteirista Samuel Newman que escreveu o filme é conhecido também por ter roteirizado o clássico “O Ataque vem do Pólo”. “Invasores Invisíveis” apesar de ter uma trama datada, soluções cientifica fabulosas, é engraçado pensar como era o terror para aquela época e de como uma hora ou outra você pode ser morto por um míssil nuclear, assim esses filmes conseguiam mexer com subconsciente coletivo. 


A turma reunida
A história gira em torno de uma invasão alienígena, onde os visitantes do espaço são invisíveis, eles começam a possuir os mortos e provocar acidentes para que a população entre em pânico. Assim consigam rapidamente conquistar a terra. O Dr. Adam Penner (Philip Tonge) é o único homem que sabe que o planeta está sendo invadido por aliens, mas ele é ignorado quando pede que países poderosos parem com os testes nucleares, assim é ridicularizado por todos. Mas quando o pedido de Penner é ignorado, começa a invasão e aos poucos o mundo vai virando um caos. Com ajuda de sua filha, um civil e um militar eles conseguem trabalhar juntos para deter essa ameaça.

A subtrama como eu disse no começo da crítica é interessante, porque diferente de filmes consagrados da ficção com o próprio “Vampiros de Alma” onde ele prega que ameaça de você ter algo diferente vivendo com você geraria um caos. Esse discurso de ódio é levado as telas livremente. Mas o filme de Edward L. Cahn prega algo diferente, ele mostra como trabalhando juntos conseguimos impedir uma ameaça maior que nos. Então ele coloca esses quatro indivíduos representando a sociedade America. Uma mulher, um civil, um militar e um cientista. O final do filme passa uma mensagem interessante para aquela época e fora que é extremamente crítica. Achei essa mensagem de que trabalhando juntos conseguimos superar nossas diferenças e assim alcançar uma coisa maior que é a paz, muito bonita obviamente, mas também da outra visão daquela época e também da própria sociedade que tinha um olhar crítico sobre essa situação perturbadora.

Eis o inimigo



 "Invasores Invisíveis" tem uma trama muito arrastada e difícil no começo do filme, mas aos poucos vai conquistando com o seu olhar crítico e o apreço de uma contracultura pouco valorizada nos anos 50. Ou seja, um filme que vale a pena ser conferido, como toda a filmografia de Edward L. Cahn que é para mim um rei dos filmes de ficção B. 
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