sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Crítica: Darkman - Vingança sem Rosto (1990)


Título Original: Darkman | Direção: Sam Raimi
Lançamento: 24 de agosto de 1990 (EUA) |
Orçamento: 16 milhões de dólares | Roteiro: Sam Raimi, Ivan Raimi, Chuck Pfarrer, Joshua Goldin, Daniel Goldin | Música composta por: Danny Elfman





Eu conheço poucos filmes como Darkman - A Vingança sem Rosto (subtítulo bem bolado, ótimo trocadilho em comparação com muitos outros vindos desta mesma época, ou de pouca coisa antes, dos quais muitos são simplesmente sem sentido - quando não ridículos), tem uma história autêntica, personagens e uma película tão sinistra e obscura, e em diversos momentos, ao mesmo tempo, vermelha, azul, colorida e explosiva.

Tenho a estimar, é enorme a apreciação que carrego por este filme na minha vida, é tamanha que mal tenho dificuldades para descrevê-lo de qualquer maneira - seja por crítica, seja para detalhar cenas, como for, sempre dizendo que nunca considerei-o um filme perfeito, embora que indiscutivelmente, seja autêntico.

Produzido com um alto custo: 16 milhões de dólares (e nem de longe parece ser um filme de baixo orçamento), não tem grandes extravagâncias inusitadas com efeitos visuais extremamente exorbitantes, embora algumas cenas usem e abusem disso, de forma positiva certamente.

O filme não tem essa de blá blá blá, usa muito do que tem para deixar um clima mais nebuloso e obscuro (daí o Darkman), num Drama que não despensa o contrapeso gélido do Terror (apesar de nem ser categorizado como tal), sem esse lado Doom, Darkman não seria tudo o que é.

Peyton Westlake - Um antiheroi vendido como Herói


Com pouquíssimo tempo para criar uma mutação de personalidade, num filme, a premissa é sobre Peyton Westlake, um jovem e brilhante cientista que tem sua vida e trabalho arruinados por uma gangue de filhos da puta.

O enfoque bem mais rigoroso na construção de um antiheroi amargurado, agora condenado por sua própria existência está em constante e forte transformação, como pessoa, basta dizer que mesmo que tenha escolhido viver (no mínimo gentil) como um indigente das trevas, sua natureza de cientista ainda caminha consigo.

Daí vemos uma temática de vingança ganhando forças e ficando mais sinistra, e todos os seus requintes de retribuição (meramente deturpados)- embora que se venda como uma justificativa plausível, desta vez. Isso não é nada novo, basta lembrar de filmes como o clássico de vingança "Desejo de Matar", com as respectivas diferenças, a justificativa é parecida.

A ação quase sempre despudorada de sentidos, explosiva e impressionante, mas que não consegue sequer seguir uma lógica de sentido - da física, gravidade, coisas que envolvem bom senso. Nem por isso é mal filme, uma forma legal e bacana de vê-lo é como se saído de um Gibi ou história em quadrinhos, se você olhar ele com esses olhos, vira obra de arte e das grandes.



Show de identidade visual e efeitos

Tenho dito e repito, só a identidade visual desse filme é uma obra de arte a parte,

Um dos motivos de Darkman ser um sucesso é a interatividade dos atores certos nos papéis ideais, a inteligência de escolhas do Sam Raimi para seleção de elenco, não poderiam ter sido melhores, em todos os níveis, o cara pensou até em questão de estética, como por exemplo, Larry Drake como o perverso e sinistro, Durant (ator que só pela cara eu não pedia autógrafo - mentira).

Uma participação icônica da obra é Bruce Campbell, que faz uma pontinha bem sorrateira no final do filme, chega até a ser engraçado... Pelo que se fala ele era o ator escalado originalmente para o papel, mas a ordem do estúdio de produção não permitiu ainda na pré-produção, é uma pena.

Bom, pra mim, particularmente falando, não há como elogiar mais a Fotografia desse filme, extremamente premeditada, em detalhes, uma visão tão digna de aplausos quanto a do clássico Evil Dead, (não que seja algo maior ou de maior importância, distinções a parte, Evil Dead é puramente Terror, Darkman é Drama com um charme de Terror).



Eu considero 1987 - 1990 os bons anos do cinema de Terror e ficção, nestes três aninhos, muitos dos grandes clássicos carregados de alta criatividade foram lançados.

A excelente e sinistra trilha sonora desse filme foi feita por Danny Elfman, um enorme compositor de trilhas para filmes. Vocês certamente devem conhecê-lo da banda Oingo Boingo, uma banda sensaconal que mistura entre um tema e elementos de Terror (como letra) com rock pop.

O que você deve saber sobre o enredo:

Este é um perspicaz drama tenebroso envolvendo um cientista e uma advogada, que narra um romance solene mas que acaba num ápice de Terror e ação.

A história se passa nos Estados Unidos onde um cientista muito inteligente e bem sucedido (Peyton Westlake) vive em um namoro com Julie, um mulher linda com quem já pensa em se casar. O clima decorre, e Julie não está certa de que já quer a vida de casada, mas todos os planos de Westlake são arruinados, juntamente a sua vida quando o perverso e malévolo mafioso (Durant) entra em seu laboratório e causa uma explosão, deixando-o
Agora, Peyton está transformado no Darkman, um anti-vilão que já não tem mais nada a perder,que irá lutar por sua vingança, seja qual for o preço.

O filme é categoricamente de Drama e Ação, mas o Terror é um elemento indispensável, até tem pitadas de Gore.

Os negativos do filme

Apesar de tudo o surrealismo do filme é algo bizarro, entende-se que filmes de ação sejam cheios de excessos e exageros, mas em certas cenas desse filme a apelação pro conveniente é surpreendente, esteja preparado para qualquer coisa, finja que pode acontecer...


Exibições, Lançamentos e VHS


Esse filme é excelente em alta definição mas eu assistiria primeiro no VHS, é um formato que tem 100% a ver com a película, efeitos visuais 'escarços', meio primata, bom pra ver em TV de tubo, e foi assim que o vi pela primeira vez, sendo que tenho a trilogia em fita, os outros também são bons, mas esse é simplesmente grandioso, experienciem (de preferência com legendas, se bem a dublagem clássica é ótima também).

No Brasil, Darkman foi lançado em VHS pela CIC Video, uma arte até que sem graça se comparado as várias versões que saíram em Espanhol. Recentemente ganhou lançamento em DVD em uma versão porca daquelas de supermercado, sem encarte, sem extras, pra meros espectadores, e lá fora foi lançado nas mais diversas versões remasterizadas de Blu-Ray, junto e separado das duas sequências envergonhantes, uma das artes nova e sensacional, mas no Brasil, como sempre nada de inovador, (se tiver pra Blu-ray com extras não é menos do que o olho da cara).

A Globo exibiu ele no Domingo Maior (bons tempos), eu nunca vi, nem conheço quem tenha visto mas como não tem data específica que informe é difícil dizer com precisão, mas acredito que pouco antes do início dos anos 2000 (95 ou 96), até porque assim como é verdade hoje que um filme lançado demora alguns anos pra passar na TV aberta, era também nos anos 90, talvez até um pouco mais demorado ainda.



Também houve um jogo na plataforma de NES pela Ocean em 1991, bem legalzinho pra época, por sinal.

Influências nítidas e impensadas

A influencia altamente rica de criatividade na produção de "Vingança sem Rosto" veio das Comics, que o diretor (Sam Raimi e seu irmão Ivan) tanto cresceram lendo e apreciando no final da década de '60 e durantes os anos '70, ainda adolescentes, com mais precisão O Sombra.

Raimi planejava executar o filme do Sombra mas devido a direitos autorais não pôde, dai surgiu o enredo original (e ainda bem que ele não pode ein!)... Outros filmes clássicos também ajudaram a formar o caráter do Darkman, dos anos 30.

E talvez do fato de vir de comics que conspire para algo que me agrada bastante nesta obra, sua diretividade, ele começa e não enrola em perder tempo, vai direto ao ponto, dá sua mensagem, e consequentemente, qualquer enrolação neste filme é intencional e confortável, nada passivo de sono, até porque nesse filme ação sempre sucede o Drama, com suas cenas de fúria, e caóticas, um baita roteiro!

A série de Darkman para TV

Nem todos sabem mas o filme também foi planejado em formato de série, no começo dos anos 90, um ano após o lançamento de Darkman (como sequência do primeiro filme), agora com um novo script de produção, elenco de criação e roteiro totalmente distintos, já sem a visionária cabeça de Sam Raimi por trás das câmeras, mas Brian Grant, o insucesso era certo.

A produção chegou a desenvolver um episódio piloto que teve a ilusória participação de Larry Drake (Robert G. Durant), já sem o ator Liam Neeson na interpretação de Peyton Westlake houve a necessidade da recriação da cena usada como introdução, com o apoio de cortes e edição retirando da cena que não fosse aparecer, tirando as partes aproveitáveis do filme originário, ironicamente, esse foi um truque que foi bem usado novamente três anos depois, na desonrosa sequência de "Vingança sem Rosto", "Darkman 2 - O Retorno de Durant" e "Darkman 3 - Enfrentando a Morte", ambos filmes sem Liam que novamente era substituído (no caso por Arnold Vosloo, que convenhamos, interpretou com esmero o papel) por isso a tênue necessidade de uma nova abertura.

Mas infelizmente o que poderia ter sido uma série ao menos mediana acabou nunca nem saindo do papel, ou ao menos exibido na TV, e o projeto foi esquecido.




Pra quem já viu o filme e tá lendo a crítica só por tons esportivos aqui segue um ótimo Podcast brazuca que encontrei comentando sobre o filme.
*Contém spoilers!




Então é isso, fica aqui uma dica! Assistam, esse filme compensa, é um grande clássico.
Por favor, não esqueçam de comentar o que acharam da crítica.

Trailer:

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Mais informações sobre "Origins", a ideia de prequel do "A Noite dos Mortos-Vivos"


Conforme informei há alguns meses. assim que soube que ninguém menos que o filho de George A. Romero, Cameron, seria o encarregado da realização de um prequel de NOITE DOS MORTOS VIVOS. O intitulado ORIGENS, agora há informações de que a produtora independente, Radar Pictures (Massacre da Serra Elétrica - O Início, Horror em Amytville), entrou no projeto da produção do filme em conjunto com seus idealizadores, com uma meta estipulada para o final deste ano.

O filme se passa no auge da Guerra Fria, quando um cientista tenta dar ao mundo uma esperança para a sobrevivência e, por acidente, acaba desencadeando um pior pesadelo sem fim...

Apesar de ainda nada concreto, novos nomes de produção começam a surgir, com um enredo criado em conjunto, com a benção de George A. Romero, que também vai ajudar o filho na realização. Entre os nomes de produção estão Darrin Reed e Bryce C. Campbell. Os produtores executivos são Mike Weber e Thomas van Dell.

'Origins' é uma grande oportunidade para mim continuar a tradição da família de criar representações assombrosas em constante evolução com os mortos-vivos, e uma grande oportunidade para os fãs de Romero de ver uma história da criação de zumbis, nunca antes retratada.", disse Romero.


NOITE DOS MORTOS VIVOS foi lançado em 1968, estrelado por Duane Jones, Judith O'Dea e Karl Hardman. O filme conta sobre sete pessoas presas em uma fazenda que acabam atacadas por zumbis, foi filmado em preto e branco com uma verba de 114 mil dólares, mas arrecadou incríveis 30 milhões de dólares em bilheteria, por todo o mundo, dando possibilidade para mais cinco filmes de zumbis.

Tradução e adaptação: Hugo Haizer
Informação: Joblo

Embora seja alguém da linhagem e sangue de George Romero ainda não há como criar expectativas relevantes em torno das produções do filme e não há credibilidade alguma em torno desse projeto, eu particularmente acredito que resulte em algo bacana, certamente bem realizado, mas nada tão incrível assim, apesar das menções e dos nomes fantasmas envolvidos na produção, nada tão visceral quanto possivelmente poderia.

Basta dizer que a tal produtora Radar raramente esteve envolvida na realização de filmes realmente de raça. Enfim, só resta esperar... E torcer pra não ser só mais um Terror indie boçal, espero que George ensine o Romero Jr. seus sensacionais dotes cinematográficos.
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Reboot de Sexta-Feira 13 é adiado para 2016


Ontem, (terça, 27) a produtora Paramount Pictures responsável pela produção do próximo Friday 13th ("Sexta-Feira 13"), informou uma nova na data de lançamento do Reboot, de Novembro deste ano para 13 de maio de 2016.

Lembrando que esse filme ainda é praticamente uma ideia nova tendo em vista que seu roteiro ainda nem havia sido cogitado há duas semanas atrás, roteiro este que há princípio será dirigido por David Bruckner (The Signal, V/H/S).



Os produtores da Platinum Dunes (produtora de filmes americana), Brad Fuller e Andrew Form já confirmaram que o novo "Sexta-Feira 13", que será o filme de número 13 da franquia, contará com a presença inestimável do ícone-vilão, Jason Voorhees.

O que resta é aguardar, até o momento isso é tudo. Infelizmente uma expectativa promissora a menos pra esse ano.

Fonte: Blood-Disgusting
Tradução e adaptação: H. Haizer
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Cinemark exibirá Psicose à partir deste Sábado


Uma boa e indispensável oportunidade para quem deseja experienciar assistir ao grande clássico Psicose (1960), de Alfred Hitchcock, nas telonas, estará sendo exibido em toda a rede Cinemark de cinema (a preço regular - em geral 20 R$ a inteira), à partir deste sábado, confira data e locais aqui.

Eu sei que o preço tá inacessível, se todo filme pra rever fosse a esse preço ai logo logo era mais fácil juntar grana e comprar um projetor, mas é por uma boa causa, pelo menos pra mim, eu não sei você mas eu tô lá!
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CCBB Exibe grandes clássicos do Terror 70's



Uma boa dica pro pessoal que mora em Brasília, uma oportunidade indispensável não só para fãs do Terror clássico como apreciadores do cinema como um todo, de ver nas telonas filmaços, com exibições de diversos gêneros (e o melhor, só 4 R$ a inteira), a bendita mostra Easy Riders - O Cinema da Nova Hollywood, com filmes exibidos na CCBB (Banco do Brasil), a lista de dias com filmes de Suspense/Terror:

Dia 24/01 (Sábado) 18h15 – O Bebê de Rosemary (1968)
Dia 25/01 (Domingo) 18h - Tubarão (1978)
Dia 28/01 (Quarta-Feira) 18h - Halloween Movie - A Noite do Terror (1978) |
20h30 - Sorcerer - Comboio do Medo (1977)

Dia 31/01 (Sábado) 19h - It's Alive - Nasce um Monstro (1974)
Dia 01/02 (Domingo) 16h30 - Halloween – A Noite do Terror (1978)
Dia 07/02 (Sábado) 18h - O Comboio do Medo (1977) [Reprise]
Dia 09/02 (Segunda-Feira) 17h - It's Alive (1974) [Reprise]

A programação completa e localização da mostra vocês encontram aqui.
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Crítica: O Sorveteiro (1995)


''Today is a happy day!''

Hora de dar os pontos de ''The Ice Cream Man'' um filme bem mais ou menos do ano de 1995, filme de (mais um daqueles diretores-fantasma que lançam um sortudo filme de sucesso e daí ninguém mais sabe do paradeiro) Paul Norman.


Já a estrela principal do filme, Clint Howard esse quem não conhece? Para mim sua maior referência é "O Mensageiro de Satanás" de (1981), que por sinal considero o ponto alto em sua carreira de muitos baixos e poucos altos. Mas já falando sobre do "O Sorveteiro", é bem menos extremo, e ganhou um único lançamento no Brasil ainda em VHS (pela California HomeVideo), por isso, se quiser assistir vai ter que baixar.

O filme contou com o inacreditável orçamento de incríveis 2 milhões de obamas (produção total).


Um carro ralé, amassado e suspeito,
do qual, curiosamente, ninguém suspeita...

Provavelmente este filme consegue ser um dos mais fofinhos e ao mesmo tempo nojentos já feitos de Terror, protagonizado por várias crianças no elenco principal, vemos elas tomando sorvete, ao som de altas notas de piano tocando ao fundo, do som do carro de sorvete enquanto vemos dentro do carro, lá no frezzer, olhos soltos, baratas moribundas e ratos dentro dos potes de sorvete, membros decepados, e até cabeças de crianças mortas. URGH! Legal!

Clint Howard conseguiu fazer um trabalho primoroso em torno de seu personagem, com uma atuação incrível, retratando com uma perfeição única, um louco psicopata, sem sombra de dúvidas.

Sorteveiro noturno, do qual ninguém desconfia,
bom, isso eu nunca vi, mas em todo caso vai lá haha...

Não é falando mas conseguiram escolher um ator com cara de nojento pro papel, já não bastasse a cara de Clint Howard, ele ainda faz caretas que fazem lembrar o Tall man, do Phantasm, não mencionando ainda a sua voz rústica, que lhe deixa, mais nojento ainda...

O filme valeria só por estas caras...
É claro, os sorvetes de cabeça humana também entram.

O tema é interessante e muito original, por sinal, emplaca grandes cenas de humor negro, irônico e brinca bastante com a idéia de insanidade, território este, onde praticamente se baseia o filme. O Sorveteiro pode até não ser tão completo quanto deveria, mas sem dúvida alguma, protagoniza algumas das melhores cenas de com cabeças decepadas, já feitas no cinema. Basta dizer, nunca antes no cinema, alguém fez tal coisa, é muito medonho e bizarro, pelo fator 'história', este filme deve ser assistido por todo amante de Filmes B.



É feio falar de boca cheia Sorvete do Greg...

The Icre cream Man conta a história de Gregory Tudor, um cara, que nítidamente possui "algum desvio mental". Mas apesar de parecer algo simples no entanto nunca devemos duvidar do que um cara que não possui mais sequer a própria sanidade mental, é capaz de fazer... No fundo é um psicopata que somente mata por prazer e diversão, num sadismo insano, regado a brincadeiras com a cabeça de suas vítimas... Realmente medonho. 



Sorveteiro abusado... Também nunca vi.

Gregory, sorveteiro assassino, pelo qual ninguém dá nada, mas eu não lhe subestimaria, se fosse você. Filme simples, mas que consegue tornar um sorveteiro o cara mais asqueroso o possível, um sorveteiro que usa All Star, humm, isso não podia dar em boa coisa... Apesar de tudo isso, mal sabem as crianças qual é o ingrediente secreto do tão aclamado sorvete, que faz um enorme sucesso entre a criançada.



O filme ataca no terror psicológico, ao menos nas partes iniciais, aposto que qualquer pessoa que quando criança viu esse filme deve ter algum trauma, pra um adulto certamente não deve chegar a tanto, mas com a cara de bom filme que passava antigamente, deve sim, ter dando muitas péssimas noites de sono aos pimpolhos...

Claro, você já pode imaginar, a situação para as crianças fica feia, quando elas descobrem que o homem do carro de sorvete é o responsável pelo desaparecimento das crianças na região, mas crianças como são, o filme parte pro velho clichê, nenhum adulto dá ouvidos, acham que é uma brincadeira deles,

Um lado negativo desse filme, na minha opinião, é que os pontos altos dele são praticamente todas as cenas de decaptação, ou pessoas com cabeças arrancadas, mas ele não passa a ser tão perverso assim, acredito que ficou muito bem feito o personagem, psicopata, Gregory Turdor. Repleto de motivos em paralelo a diversão sádica.

''Sangue'' entrando no olho do ator Clint.

Olha, conseguiram fazer um filme bisonho com $2,000,000 de orçamento, com crianças atuando, quase nada de mortes filmadas, maquiagem que não chega a tanto, atores modestos, cenários fracos, não é sendo pão duro, mas eu acho que dava pra fazer um filme bem mais marcante, bom, talvez, nos dias de hoje eu diria...


Alguém perdeu a cabeça...

Trilha Sonora horrorosa, parece que fizeram naqueles teclados feitos nos anos '80, ainda no MIDI, até ai, dá pra engolir, ruim é a parte excessiva, praticamente não possui músicas e em sua maioria só ouvimos som do carrinho de picolé, e vozes com cantos angelicais, mas acho que até que não ficou tão disforme assim, deu um terror psicológico legal pro filme, como falei antes...

Expressão sensacional!

(Sem querer spoilar) esse é um daqueles filmes que deixa uma porta aberta no final para sequência, mas nunca houve continuação, e mais que certamente, nunca haverá. Sobre o Final, eu acabei me decepcionando, porque eu espera uma desenvoltura maior das mortes, e que fossem haver um grande fim, não é ruim o final, mas não atingiu minhas expectativas. Pra você ter idéia, eu diria que a melhor grande morte que é mostrada é a de um cachorro... Talvez por isso, este filme nunca vá perder seu status de Cult.

Icônico e completamente surrealista...

A Fotografia é boa, mas não tem grande coisa, é um filme bem simples. Efeitos visuais, nenhum. Não espere muito do Roteiro, não é nada mal, mas como quase tudo neste filme, chega a ser quase convencional. Em resumo, o filme é legal, eu Recomendo, principalmente pelo lado nojento do filme, mas não espere muito das mortes própriamente, eu diria...

Trailer:


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Crítica: O Mensageiro de Satanás (1981)


Uma sensacional obra com visceralidade absoluta, em todos os níveis possíveis, tudo o que se espera de um bom filme de Terror dito como Trash está presente em Mensageiro de Satanás.

A maneira como a parte de Fotografia do filme é retratada pode prover uma verdadeira volta no tempo. Acho que apesar de ser um filme do início da década, se alguém me perguntasse e eu não soubesse diria que é dos anos 70, provavelmente do início da década de 70, e é o que realmente parece.

Um pouco sobre do filme e avaliação


O filme tras uma visão única sobre o ato de bullying, focado sobre a vingança e perversidade, resumidamente, centrado sobre o personagem vacilão e perdedor, Coopersmith, um jovem da faculdade militar do qual todos zombam e tiram sarro, mas tudo está prestes a mudar para ele quando ele encontra um caderno com rituais satânicos, o qual ele começa a estudar, inocentemente.

O resto é spoiler, o que posso dizer é que os inimigos de Coopersmith irão se arrepender de terem nascido. Bom, enfim, fato é que o filme é tão simples que não tenho muito mais do que contar, o mais interessante é o fato do ato de vingança, logo que vemos um personagem do qual sentimos pena, ficamos empolgados com seus atos extremos.


Um roteiro muito bom que conseguiu unir alguns elementos que no fim das contas nos faz querer ver o mal acontecendo, e desperta o mal em nós dessa forma. E bom, sem dúvidas não há como passar batida a genial atuação da cara mais que conhecida do cinema b, o honorável Clint Howard, que conseguiu transmitir com louvor um personagem zero à esquerda total, intencional.

Clint é realmente um ator que recicla personagens, atua em qualquer filme praticamente que você entrega-lo com um script e um pagamento, tanto é que pegou papéis muito icônicos, e no Terror ele ganhou muito espaço nos filmes de baixo orçamento entre outros claro, (geralmente com personagens feios porque vai ser feio assim lá longe), já fez filmes muito conhecidos do gênero como "O Sorveteiro" (clássico das tardes do fim noventistas do SBT), vindo a aparecer também em diversos de gêneros variados, sendo que é quase impossível conhecer de cinema e não tê-lo visto pelo menos uma vez.

Já Eric Weston, o diretor desta obra não tem muita relevância dentro do gênero de Terror ou mesmo no naipe do cinema de "Mensageiro de Satanás", uma pena realmente.

Embora tudo, não há porque dizer que esse é um filme perfeito, eu simplesmente admiro muito, sei que tem um cenário, efeitos, trilha sonora e produção de Fotografia excepcionais, mas também sei que passa longe com poucos mas importantíssimos aspectos, como o tal do elenco, fraquíssimo, embora que a atuação não tenha ficado nada mal, digo em questão de roteiro, dava para ter interagido bem mais se houvesse um pouco mais de atenção a isso, entre outras coisas.


Peculiaridade arcaica e compulsão diabólica


Sabe aquele filme para se ter em VHS na coleção e para ser assistido em VHS? Esse é o Evilspeak. Embora já tenha sido lançado em qualidade de Blu-Ray lá fora (e tenha recebido algumas versões bem fuleiras de DVD aqui no Brasil póstumas aos únicos lançamentos em VHS pela extinta Lookvideo) vê-lo naquela imagem escura da fita, com uma legenda de linguagem arcaica embutida no visor (se possível numa TV de tubo primata em fullscreen) ainda propicia uma experiência indispensável e única, neste caso atemporal, é um formato que acompanha o filme desde a criação e pra sempre acompanhará, fica a dica.


Mas as provas de sucesso nesta obra excedem a peculiaridade do videocassete e da predisposição da obra pro formato, onde temos um resultado composto de malevolência e tenebrosidade como elementos quase totalitários, eu particularmente creio que esse é um dos filmes mais satânico de todos os tempos, ele é simples, bem simples, basicamente por culpa da trilha sonora, que entoa cânticos orquestrados e diabólicas em 40% do filme, como que se intencionalmente interagisse mais com quem assiste o filme do que a cena propriamente dita, é um tipo de mensagem subliminar, seja satânico!

As origens satânicas


Obviamente que muita outras obras com rito satânico ajudaram no molde do Mensageiro de Satanás, como as nítidas semelhanças da trilha sonora do clássico "A Profecia" (feito cinco anos antes; um tema idêntico que tem por igualidade o refrão apelativo por Satã, que chama "Ave satani"!).

Vale lembrar que o anos 70 (e início dos 80) foram constantemente criadas algumas das diversas obras satânicas ou com enredos sobre ordens satânicas, algumas de maiores influentes até os dias de hoje, tais como o soturno Alucardia (México), o já mencionado "A Profecia", entre algumas outras obras como A Sentinela dos Malditos ('77), The Devil's Rain ('75), o também mencionável italiano Espírito Malígno ('74)... Enfim, obras marcantes dos mais variados lugares do mundo, e lista onde o próprio "Mensageiro de Satanás" se encaixa, porque pode-se dizer que tem um charme primordial de filme demoníaco.


Todas essas obras influenciadas por um dos fisgões responsáveis pela proliferação do cinema anticristo, os americanos O Bebê de Rosemary e sucessivamente (poucos anos depois) O Exorcista,  o ápice da quebra dos "tabus cinematográficos" envolvendo religião, que antes eram eternamente presente na década passada, anos '60 com seus hippies e (claro que antes muitos clássicos sinistros também deram uniram forças para tal evolução psicológica para o que viria pela frente na década seguinte), o que impulsionou o cinema de Terror a um novo limite, uma fase excepcional e inédita do Terror, composto agora pela visceralidade soturna sempre presente nas obras (e cada vez mais sinistra), fazia com que o Terror fosse além do simples fator e da mera importância de "dar sustos", diferente de muitos descartáveis de hoje.

...Assistam


Voltando ao filme, se me fosse necessário fazer um comentário único em resumido sobre Evilspeak, acredito que eu daria pontos pra essa excessividade notória do filme em perseguir Satã, provavelmente esse é um dos filmes satânicos que vi que mais entoam o mal, chega a ser excessivo, justamente, mas não é nada cansativo.

Simplesmente um final épico, que quase me deu vontade de falar... Como sempre, assistam.

Trailer:

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Falece Edgar Froese, da Trilha sonora de Chamas da Vingança


O verdadeiro pioneiro alemão da música eletrônica, Edgar Froese, líder e membro fundador do Tangerine Dream, faleceu aos 70 anos, vítima de uma embolia pulmonar. Conhecido por surgir na década de '70 juntamente com outros grupos considerados pais da música eletrônica mundial, como o Kraftwerk, Froese era o único membro da banda desde a sua primeira formação e fundação.

A notícia do óbito do músico alemão foi dada pelo seu filho, Jerome Froese, também ele parte integrante do grupo, que compartilhou um comunicado no Facebook oficial da banda:

Queridos amigos e colegas, o Capitão deixou o navio… Lamento em informar que o meu pai Edgar Froese faleceu na tarde passada de terça-feira (20 de Janeiro) em Viena. Como já devem saber: a vida nem sempre age conforme os planos. Descansa em paz, teremos saudades.


Edgar já velhinho... Foto recente.

O músico fez diversas trilhas sonoras dos mais diversos clássicos e gêneros do cinema, dentre eles, Legend (A Lenda), Sorcerer (Combio do Medo)The Keep (A Fortaleza Infernal) Near Dark (Quando Chega a Escuridão) com Bill Paxton, Jenny Wright e Firestarter (Chamas da Vingança), famosa adaptação de obra do Stephen King com Drew Barrymore.

Fora estes também fez outros filmes mais distintos como Te Pego lá Fora e Profissão, Ladrão, fora uma vasta quantidade de álbuns lançados em carreira solo e junto de seu grupo.

Apesar da idade, Froese sempre aparentou ser uns 20 anos mais velho, devido a sua etnia alemã que ironicamente faz muito lembrar a de Johnny Winter, que também faleceu relativamente recentemente, há poucos meses, mas essa notícia vem com uma certa surpresa já que Edgar nunca havia apresentado graves problemas de saúde.

Que descanse em paz.
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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Crítica: Bioterapia - O Monstro do Futuro (1986)


''Me dê a fórmula!''

Esse é uma daquelas típicas Pérolas Trash japonesas e oitentistas... Só de mencionar já da pra imaginar como é a coisa, o filme tem meros 35 minutos e é do ano de 1986, com direção de Akihiro Kashima. Este filme atende por "Biotherapy". Mais uma crítica de um filme para se ver em família. Filme surrealista, que deixa as obras de Spielberg no chinelo, em quisito Ficção, muito viajado e simplesmente demais...

Ataque de urso monstro intergaláctico do futuro

Filme de média-metragem, feito para quem não gosta de enrolação e tem o péssimo hábito de ser impaciente com cenas de morte, eu diria, mortes estas, do qual este filme está repleto, do começo ao fim. O clima é anos 80 total, desde seus efeitos audiovisuais até os tipos de roupas e carros usados no Filme.

Essas caretas já valeriam o filme, 
mas de brinde, tem muita morte brutal...

Esse é o máximo que você provavelmente pode ter de um Trash oriental com mais de meia hora de duração, que envolva um enredo legal, personagens até que bem apresentados e mortes "marcantes".
Trash oriental é sempre a mesma coisa... O Cinema oriental é bem peculiar, um tipo de lugar que produziu abertamente o "subgênero" de filmes bizarros '80 até '90, em larga escala quantitativa, lá não tem meio termo para violências grotescas, e facilmente pode ser encontrados filmes como este, com relevantes toques de humor estranho.

Cadê a porra da fórmula truck GT?

Na simplória história, um misterioso e praticamente hilário sujeito tortura e assassina as pessoas os doutores de um laboratório e seus envolvidos, em busca de uma fórmula chamada ''Fórmula GT'', um cara com uma voz de Pitch (falando parecido com aquelas pessoas que dão entrevista pra televisão pedindo para não serem identificadas). 

"Biotherapy" em vários aspectos me lembrou de Darkman, A Vingança sem Rosto (Sam Raimi), a começar pelas cenas de tortura em laboratórios, bem familiar, um homem de chapéu, capa preta e com o rosto vendado que mata pessoas com requintes de crueldade, quem assistiu ao Darkman sabe como é, não vou spoilar... Só tem um pequeno detalhe, este filme veio praticamente 3 anos antes dele, então acredito que é certo dizer que Darkman lembra este filme, em suma, o personagem ''intergaláctico''.

Corre molecada, fudeu

Um sujeito hilário assassina as pessoas, bom isso eu já falei... Mas eu não citei que o cara emana uma luz potente, como de um refletor, toda vez que aparece em algum lugar é essa onda de luz, onde, não ficou nitidamente claro, mas aparentemente é para onde ele se teleporta. Um "ser" que veio de um futuro 500 anos luz, numa capsula do tempo em busca de uma tal fórmula que faz com que os animais e plantas cresçam exponencialmente em várias vezes o seu tamanho, na metade do tempo... Até ai "tudo bem", mas o engraçado da história é que o tal ser se julga superior, vindo de seres evoluídos, como alienígenas, mas mesmo assim, é um baita "psico",  icônico!

Já era parceiro

Peculiaridade de filme oriental, temperamento próprio das pessoas do Japão, passa bem a forma que eles são e como agem sem querer desmerecê-los. Um filme que vale a pena, única e exclusivamente por suas mortes, sádicas, violentas, sangrentas e criativas, mortes que são o humor negro em pessoa. O filme praticamente inteiro partiu pro elemento de dublagem, técnica muito usada e bastante conhecida, que causa bastante efeito na película, dando um tom mais ''profissional'' ao filme. Tem uma ótima edição.



A morte faz a festa, um verdadeiro banquete...

Atuação sem graça. Digna de todos os piores prêmios do Cinema. Um filme bem interessante, bom para se divertir, e para quem se diverte assistindo mortes violentas. Repleto de falhas graves de roteiro ou mesmo bom senso, como o monstro com a incrível habilidade de se teleportar correndo atrás de carros e outras cenas medonhas...

Um exemplo de falha clássica nesse filme, que mal pude deixar de notar, um homem após ser esfolado na porrada pelo tal monstro, com suas tripas todas, praticamente arrancadas e penduradas, fazendo uma observação importante sobre um assunto, observação esta que leva em torno de uns quatro a cinco minutos, antes de dar seu suspiro definitivo, sua reação é como se simplesmente tivesse tomado um tiro no joelho, até parece que doi, mas não é mortal... (hahaha) Genial.


Matou o "véii".

Para você que vê entretenimento nas bizarras mortes de filmes como ''Basket Case'', ''Re-Animator'', ''Evil Dead II'', entre outros grandes, indico este filme, tem grandes chances de te agradar... Mas se eu fosse você não assistiria com grandes exigências.

Vamos partir para os elementos cinematográficos... Primeiro de tudo, Fotografia, sensacional, um Trash perfeito, desde o clima VHS clássico, antiquado e 100% inlavável. Atuação pessimamente ótima, parece que os caras estavam lendo direto do Script, na atuação pedrada, fora as cenas onde morrem, bom, eu nunca vi cadáver piscando o olho e mexendo os braços, cadê os troféus de papelão?... Trilha Sonora podrera e com cara de teclado de 300 dólares lançado em 1980, perfeito! Que mais posso dizer? Efeitos Especiais, é simplesmente surreal! Maquiagem, não preciso nem falar... Só olhar as fotos acima.
Enfim... Gosta de filmes do tipo? Assista! Recomendo.



Nota: 7.0
Crítica originalmente por Hugo Haizer



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Crítica: Henry – Retrato de um Assassino (1986)


"O melhor filme do gênero de 1986."

Farei uma breve crítica sobre um filmaço que vi hoje, esse, que por sinal já está entre os 5 melhores que já vi sobre assassinos em série, e sem dúvidas, entre os 3 melhores de razoável orçamento da história do Cinema, "Henry" do ano de 1986, gravado nos EUA e dirigido por John McNaughton. Um filme e tanto que há de agradar os fãs de filmes de Serial Killers e para todos que gostam de uma boa história envolta de mortes e até mesmo Terror psicológico. Quando penso neste filme só me vem uma palavra a cabeça: Cru.

Estrelando Michael Rooker e seu calhambeque
detonado, que deu uma cara icônica a Henry...

Esqueça todos os seus conceitos sobre filmes de Serial Killers, mesmo os que mais variados que começaram numa tela escura e letras brancas dizendo "Baseado em fatos reais", isso porque quando o assunto é Henry, originalidade, e trás muito mais do que somente a intenção de impressionar o espectador com mortes cruéis, violentas e barbaras, este filme é certamente choca, mas de maneira diferente... Ele mais choca pela aparente normalidade e frieza calculista do personagem.

O diretor conseguiu unir a falta de orçamento a uma história boa, e uma Fotografia chocante, sem a necessidade de exorbitante maquiagem, nas cenas, o Terror é visto de maneira diferenciada e dá originalidade, uma forma peculiar, e que pode-se dizer, é uma marca registrada no gênero, realmente.

Só algumas das vítimas...

Impetuoso e influenciado pela história verídica do assassino em série americano Henry Lee Lucas associado a mais de 600 mortes em uma década de assassinatos, no meu dito entender, o diretor McNaughton tentou criar algo "verídico", dispensando os sensacionalismos de um Terror com Serial Killer, focando sobre os dotes psicológicos que levam um cidadão americano a matar, e sobre os horrores de uma infância infeliz, o que é algo muito comum nos mais diversos casos dos maiores "assassinos seriais" da américa.

Apesar de tudo, eu julgo que o lado "Fatos Reais" deste filme é bem fraco, e muito do visto não atinge os fatos além da especulação, é legal ver as tais cenas destas maneiras, mas sabemos que tudo não passa de um script interessante, quase nada ali, realmente aconteceu de verdade.


Apesar de um mínimo elenco e um curto orçamento estimado em meros 110 mil dólares (segundo IMDb), o filme conta com genialidade de poucos, quando a meta é trazer mortes, uma boa história sobre assassino. O filme fala sobre a história do assassino Henry, interpretado pelo desde jovem, talentoso, Michael Rooker, ele é um assíduo assassino, e jovem que coleciona vítimas de modo metódico, diferentemente da maioria dos serial killers, Henry age de maneira calma e quase sempre com uma frieza e desdem exemplares. É um daqueles raros sujeitos que não se vê desesperado em uma situação desesperadora...


Bom, ele vive em um pequeno apartamento, com seu amigo (ex-detento), Otis, e sua recém chegada irmã, Becky. Henry não se vê impressionado por nada, e com Becky não poderia ser diferente, apesar de constantemente tentar se aproximar de Henry, ele sempre cultiva seu desdem, e age de maneira convencional, permitindo que ela crie afinidade com ele, mas jamais, se permite.


A frieza de Henry é uma das características mais exploradas deste filme, a maneira como ele age, despido de qualquer sentimento e tomado pela insensibilidade e apatia, ele continua a viver com Otis. Mas com a chegada de Betty tudo muda, agora a eterna e razoável amizade entre Henry e Otis se vê, por muitas vezes, afrontada, pois dos três, quais, nenhum é santo, cada um tem sua parcela de anti-convencionalidade, ao menos Betty tenta mudar sua vida e fugir do seu antigo mundo, numa boate, como stripper.


Entre outros fatores que não julgo certo revelar sobre o filme para quem ainda não viu, acredito que em resumo, a história se desenvolve sobre os três personagens contestáveis e suas atitudes incertas, mas seria capaz de Henry revelar seus segredos a eles, como verdadeiros amigos? Desenvolto de sua apatia excêntrica... Só vendo, você saberá.

Ainda novão... Papel privilegiado
para este grande ator talentoso...

O elemento Cult deste filme é extremamente forte... Não há como negar que seja um dos filmes mais deslocados da carreira de Rooker, e ao que merecia, é bem pouco conhecido por entre os admiradores de filmes de Terror, ou mesmo dessa espécie de assassinos...

Uma das coisas que mais chama atenção é a Fotografia, impecável, você não só sente o ar de filme oitentista, como também pode passar algo que quase nenhum filme de baixo orçamento da época conseguia atingir, esse formato de filme, meticuloso, bem feito desde o roteiro ao cenário, aspectos que conduzem uma boa obra, digna de ser chamada de clássico, sem exageros ou superestimações errôneas.


A maquiagem pecou em diversos aspectos, e porque não dizer? Mais se torna estranha do que chocante nos pontos altos desta obra, mas não culpo ninguém desta produção por este deslize, não havia como trazer uma perfeição insondável nas maquiagens com tal grana no bolso da produção, eu digo que a maquiagem na verdade é uma falha mínima, e uma das coisas que menos importa pra esta obra.

Avaliando de maneira resumida, este é um filme que vale a pena, é uma obra tão digna que merece ter na coleção, um daqueles que cada vez que você assiste se nota algo de interessante, coisa de clássico. Bom, Roteiro, sensacional... Efeitos Especiais, nenhum... Trilha Sonora, na média... Grande Fotografia, como já havia dito, Elenco, bom... Atuação, grandiosa para o porte do filme. Recomendável.

Crítica originalmente por: Hugo Haizer
Nota final: 9.6
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