terça-feira, 30 de junho de 2015

Artigos colecionáveis de Terror (Parte I) [Atualizado:23/09/2015]


Na primeira parte deste post de artigos colecionáveis do mundo do Terror, falarei dos cartões colecionáveis, clássicos e desejados por qualquer bom fã da área, muitos se tornaram raridade, e levando em conta a edição e tiragem, pode valer uma grana boa, apesar de que muita coisa também se consegue pelo eBay e sites do tipo...


Fright Flicks (1988)

O 'Fright Flicks' da Topps foi uma edição de cartões colecionáveis de 1988. Um dos cartões comerciais mais' negligenciados' da década de 1980. Com um apanhado de 15 filmes de Terror, é improvável que algum dia haverá um outro jogo como ele. Misturando sangue e comédia em seu estilo de humor negro, é o tipo de joguinho que encantou muitas crianças da época dos anos 80 e fez com que muitos país se preocupassem. Essa seleção vinha com gomas de mascar e adesivos.

 

O conjunto continha 90 cartões. Feito em um estilo semelhante ao da empresa ''Creature Feature / You'll Die Laughing'', Fright Flicks promovia um Horror pelo lado divertido da coisa, sempre com gravuras e frases sarcásticas. O resultado foi uma legião de crianças escondendo as cartinhas em suas gavetas com a esperança de seus pais antiquados não encontrarem, jogando sempre escondidos.




Aqui está uma lista completa dos filmes nos cartões:
AlienAliensAn American Werewolf in LondonDay of the DeadThe FlyFright NightGhostbustersA Nightmare on Elm StreetA Nightmare on Elm Street IIA Nightmare on Elm Street IIIPoltergeistPoltergeist IIPredatorPumpkinheadVengeance of the Demon


Creature Feature / You'll Die Laughing (1973)


Também da empresa Topps, o Creature Feature foi uma coleção cartões muito simples, somente com frente, e o verso em branco. Há uma gravura, uma borda branca e uma legenda de uma linha feita em uma fonte vermelha caricatural.


Os cartões da empresa foram remodulados com o passar do tempo. O capítulo final da trilogia Creature Feature / You Will Die Laughing apareceu em 1980. Ele tinha algumas reformas menores, incluindo o amarelo, vermelho e verde adicionados às costas. As frentes também acrescentou um porta-retrato gráfico berrante em cores semelhantes que cercam as fotos preto e branco.
Um dos mais bonitos adições a 1980 set foram os 22 adesivos . 13 tinham rostos de monstros coloridos psicodélicos sobre eles, e os outros nove tiveram lindos monstro full color cartazes. As costas formado um cartaz cor do Monstro da Lagoa Negra.


Edição do You'll Die Laughing, uma vertente da clássica Creature Feature, agora em cores e com certos detalhes diferenciados das versões anteriores.



Shock Theatre (1976)

Shock Theatre foi uma coleção de cartões comerciais em torno de produções Hammers que foi produzido também pela Topps para distribuição no Reino Unido em 1976. As cartas tornaram-se extremamente colecionáveis, especialmente em conjuntos completos.


Cada cartão apresenta uma gravura e frase diferentes. Com uma borda vermelha e uma legenda humorística por baixo. A parte de trás do cartão caracteriza mais piadas e uma legenda séria descrevendo a cena na foto e (geralmente) que identifica o filme.


 Os cartões são de 2,5 polegadas por 3,5 polegadas de tamanho, o formato de cartão de negociação padrão americano do tempo. Os cartões foram vendidos em pacotes de três, junto com um pedaço de goma de mascar, apesar das gravuras terem sido marcantes pra época, não foi uma coleção que causou muita controvérsia.


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sexta-feira, 19 de junho de 2015

A estreia definitiva do "Fuga sem Destino" de Afonso Braza com a final despedida ao cineasta




Muitos não devem sequer conhecer o incrível cinema do cineasta brasiliense Afonso Brazza, um ator e diretor idealizador de trabalhos extremamente Trash, apesar dele próprio ter dificilmente aceitado o termo para o seu trabalho. Num cruzado icônico entre Ed Wood, José Mojica e na extremidade esdrúxula das atuações de Lloyd Kaufman, ou para referência mais apropriada, quaisquer dos filmes do Sady Baby, a genialidade do Brazza não fica atrás em nada com os respectivos cineastas citados acima, e seu cunho cinematográfico é posto a prova mais do que nunca em seu último filme, "Fuga sem Destino", um filmaço Trash, o filme mais bem investido e executado da carreira do cineasta.

Brazza era ator residente da cidade do Gama, aqui em Brasília, onde até o dia de hoje ele se mantem como o maior realizador do gênero realmente trash, principalmente em consideração pelo tipo de cinema que ele fazia, não era simplesmente escrachado, era propositalmente visceral, e independente em seu extremo.

Cartaz do filme presente na exibição

Todos que conhecem o gênero sabem que um dos maiores trunfos do trash é o comprometimento dos realizadores com a relação entre arte e o puro prazer de fazer, principalmente partindo dos cineastas, logo que fazem do que podem e não podem para realizar uma obra, e com Afonso Brazza isso era fato, e um fato sempre presente, ele fazia filmes, na época, com parte do material reciclado que conseguia, reutilizando ao máximo o que dava em consequência da falta de verba, tudo para a concretização de sua vontade, fazer cinema.

Sobre o cineasta

Ainda adolescente Brazza se integrou a arte de fazer filmes. Trabalha numa pastelaria num horário e no outro frequentava a lendária "boca do lixo", em São Paulo, quando morou por lá, participando da equipe técnica e elenco de produções dos grandes diretores de lá, inclusive conhecendo José Mojica, que viria a mais tarde fazer uma ponta em um de seus filmes (Tortura Selvagem). Não precisa nem falar que depois o cineasta viria a utilizar muito do que conheceu em seus filmes, tal como as dublagens e até atuações improvisadas. Apesar dele ter escolhido ser bombeiro por profissão, tinha o cinema não só como hobbie, mas como paixão e por puro prazer.

Brazza faleceu em 2003 em decorrência de uma fatal parada cardiorrespiratória por causa de câncer no esôfago, sendo assim um ano depois de ter feito as filmagens de seu último e mais bem realizado filme, o “Fuga sem destino”. Hoje, menos de 15 anos depois vemos o filme sendo dado por completo e entregue devidamente, em sua exibição definitiva, o filme até chegou a ser exibido ainda em 2006 numa outra sessão, mas que ganhou uma estréia de lançamento oficial com reedição definitiva nesta terça-feira (16), de certo alguns acertos ainda precisaram ser feitos, a espera resultou em algo positivo, já que ainda em 2003, Brazza pediu para que terminassem de realizar seu filme inacabado, mesmo que no leito de morte, um dos motivos pelo qual admiro muito o cineasta, ator de raça não se faz só por atuação primorosa em dramaturgia. A realização do filme ficou por conta do amigo de velha data de Brazza, Pedro Lacerda, um cineasta brasiliense.

Apesar de tudo, Brazza começou com recursos extremamente precários, chegando a filmar seu primeiro filme com negativos quase vencidos, dos que ele conseguia resgatar.


Sobre o novo filme

O filme conta a história de um perigoso pistoleiro aposentado chamado Trovão que é contratado por um poderoso magnata, o Barão, com a missão de libertação dos seus capangas que estão presos na Papuda, um complexo penitenciário que realmente existe, sendo muito conhecido e temido da região de Brasília.

Contendo todos os elementos da fórmula que fez o cinema do Brazza conhecido, revemos as famosas dublagens desproporcionais em suas cenas, mortes desacerbadas a torto e direito, personagens extremos e poderosos, bang-bang, e como em Grade - Tortura Selvagem feito pouco antes, helicópteros, entre tudo mais, só que neste filme vemos tudo isso ainda mais presente, devido a uma verba maior que o ator recebeu para seus filmes. A exibição, como sempre foi em 4:3, engraçadamente o filme começou ainda em 16:9 mas por um desacerto na tela.

Sobre a exibição
Uma sequência de trechos do filme

O filme foi exibido no Cine Brasília, que é um bom espaço para filmes, com muitas poltronas e uma tela e som perfeitos, assistir a um filme do Brazza ali é coisa de outro mundo, um momento mágico que só quem teve que soube como é exatamente, principalmente se tratando deste ''novo'' flme, que sem dúvidas o melhor filme dele, de todos. Muitos dos presentes caíram em gargalhada com diversas das cenas onde, e nas cenas mais marcantes os aplausos vieram a tona, e como ser diferente? Não há como deixar de prestar reverências a tal gênio, que foi ele.

Como sempre revemos a edição grotesca, com cortes de cenas excessivamente bem utilizados Essa é uma marca registrada dele, uma ação com comédia sem precedentes. Conforme foi divulgado, o filme é a última exibição em estréia do cineasta, ou seja, quem não foi perdeu.

O tributo final

Como forma de tributo Fuga sem Destino foi lançado, em uma celebração definitiva da vida do ator, em um momento antes com uma pequena homenagem reunindo grande parte do elenco do filme, onde os realizadores puderam dar algumas palavrinhas, entre eles Ricardo Noronha, um conhecido apresentador de TV de Brasília, e o então encarregado pela finalização da obra, Pedro Lacerda.

É uma grande pena que nunca mais teremos novidades sobre um cineasta tão original quanto Afonso Brazza,  o que pode-se dizer? Tomara que o novo material ganhe ao menos um lançamento em DVD para poder eternizar-se, sem sombra de dúvidas é uma obra que faria Brazza muito orgulhoso.

R.I.P Afonso Brazza (1955 - 2003)
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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Falece Christopher Lee aos 93 anos em Londres


Sobre o falecimento

O ator Christopher Lee faleceu aos 93 anos de idade, no domingo (9) com informação oficial do jornal britânico The Telegraph, sendo que a notícia só foi divulgada hoje (4 dias depois da morte) pela manhã ainda à pedido da própria esposa, que queria antes de liberar a informação, informar a toda a família do querido e finado ator sobre o fato. Fontes próximas da família revelam que o ator faleceu às 8:30 da manhã no domingo, estando Hospital de Chelsea e Westminster, em Londres.

Lee fora internado há três semanas por problemas de respiração e insuficiência cardíaca, mas devido a sua complicada não resistiu aos problemas. Essa notícia vem com mais peso desde que nenhum dos fãs sequer pôde cogitar a situação, claro que pela idade dele essa seria uma notícia imprevisível de quando seria dada, mas não agora, já que exatos 15 dias ainda citávamos o aniversário do mesmo, e nem mesmo demonstrava sinais de estar com problemas de saúde, dos quais o público saiba.

Ninguém sabe ainda sobre uma possível data de sepultamento, ou se será alguma cerimônia aberta ao público, eu acho que não será pública, caso ainda ainda vá acontecer, esperamos notícias.

Sobre o ator

Imagem autografada restaurada

Christopher nasceu no distrito de Belgravia, Westminster, em London, no dia 27 de Maio de 1922. Ele foi casado com a ex-atriz e modelo dinamarquesa Gitte Lee, com quem teve uma única filha.

Lee durante sua vida teve inúmeros papéis, dezenas, obviamente sendo sempre mais citado por Saruman na famosa trilogia ''medieval'' do Peter Jackson. E também como Drácula, na versão que nem sequer gosto de chamar de remake por ser num outro padrão do primeiro, mas numa versão paralela, também principalmente pela execução de uma Fotografia totalmente incomparável de ser filmado quase 27 anos depois no Horror of Dracula ("Vampiro da Noite"), e 35 anos em sua respectiva continuação e nas outras mais ao longo dos anos. Assim como Lugosi sua adaptação colou e começou a ser explorada além do básico.

Um vídeo sobre algumas saudodas memórias que
Lee mantinha de seus amigos Peter Cushing e Vincent Price.

Certamente nunca surgirá ator como foi Christopher Lee, que pra começar não era só ator, como executor e real defensor da arte e do entretenimento por si só, tanto é que um dos 'sentimentos' mais icônicos e peculiares causados por Lee eram causar discussão entre uma coisa ou outra do seu trabalho, ou seja, alguns podem gostar de seus álbuns de Heavy Metal com o projeto Charlemagne, outros podem achar chato. Assim como uns podem gostar do cinema de Terror com filmes da Hammer durante os anos dourados do cinema do Terror 'clássico-moderno', outros podem tomar gosto por suas atuações mais modernas, passando por citações totalmente distintas ainda, como em filmes de ação, fato é que Lee atuou em dezenas de filmes durante sua extensa vida na qual eu nunca parou desde que começou em 1948, e seu primeiro papel interpretando Rumpelstiltskin.

A arte além da interpretação de um papel

Certamente que entre os papéis mais notáveis de sua carreira está o Drácula, ele interpretou de maneira tão brava, e original, prestando total respeito não só a Béla Lugosi como ao próprio papel em si logo que ele discordava de certas 'modernizações' nas falas, coisas estúpidas ao qual qualquer ator dos dias de hoje se submeteria facilmente, Lee foi contra, perda o que perder, a arte pra ele, pode-se dizer, vinha sempre em primeiro plano.


A interpretação de Christopher Lee faria Lugosi orgulhoso, se ainda estivesse vivo, até porque ele não quis jamais substituir ou reciclar pra nova forma de fazer cinema (em cores dos anos 60) a atuação clássica do filme de 1931, como muito se vê nos dias atuais, onde diversos reboots e remakes não prezam por valor nenhum, a não ser quase que só pela bilheteria, deplorável.

Lee fez do Drácula mais visceral, mais grotesco (no bom sentido), e o que vemos é algo totalmente novo, tão bom quanto a versão original apesar de totalmente distinto. Como não admirar?

A inseparável 'quadruple' de atores muito conhecida, dá esquerda pra direita,
Peter Cushing, Vincent Price, Christopher Lee e John Carradine

E o mundo do cinema de hoje fica a cada dia mais sem brilho, pela perda de ícones irreparáveis e personalidades únicas tais como o próprio Lugosi, ainda em 1956, John Carradine em '88, Vincent Price, 1993, Peter Cushing no ano seguinte, e diversos outros na interminável lista. Felizmente ainda temos excelentes e bons defensores do gênero na forma que ele ''deve ser''.

Claro que a tendência do cinema, seja qual for o gênero, é se renovar e muda a cada meia década, mas não há como afirmar se algum dia surgirão atores tão brilhantes quanto os dos filmes clássicos que iam além do papel a exercer, além da premiação das bilheterias, além da execução fria de um filme, mas que enxergavam uma paixão pelo valor na realização da obra, não que não continuem a
existir atores assim também.

O Documentário completo

Por fim se você quer saber mais sobre a vida do ator, deixo com vocês um excelente documentário legendado com ele próprio narrando os passos que tomou desde o momento de pensou pela primeira vez em se tornar um ator, confiram:


Uma despedida

Assim fica nosso agradecimento a esse genial ator que se foi. Além de qualquer fato, seu legado como ator está ai, deixado pra história, eternizado, e enraizado na cultura do entretenimento cinematográfico. O que falar sobre um ator que sempre admiramos muito que se vai? É triste mas infelizmente é a forma fria do cinema da vida real ''se renovar''. Sem sombra de dúvidas Christopher Lee fará muita falta, mas fazer o que?

Ele deixa assim uma esposa e uma filha de 53 anos, Christina Erika Lee.


R.I.P Christopher Lee (*27 de maio de 1922 - +7 de junho de 2015)
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