segunda-feira, 13 de junho de 2016

Crítica: Henry – Portrait of a Serial Killer, Part 2 (1996)

Título Original: Henry: Portrait of a Serial Killer, Part 2
Lançamento: 14 de Agosto de 1996
Direção: Chuck Parello | Roteiro: Chuck Parello
Estrelando: Penelope Milford, Neil Giuntoli, Mike Houlihan
País: Estados Unidos | Linguagem: Inglês americano
Local de filmagem: Clarendon Hills, Illinois, EUA
Duração: 84 minutos | Orçamento: Desconhecido



Muito fã de Terror nem sequer sabe da existência dessa sequencia, está longe do calor receptivo que o primeiro filme recebeu, embora a continuação tenha feito rigorosamente quase tudo semelhante ao que lhe antecede, Retrato de um Assassino, de 1992 (lançado quatro anos antes) e que precisa-se dizer, foi um dos divisores de águas na carreira de Michael Rooker, papel incrível que lhe caiu como uma luva, casando impressionantemente com sua atuação mais generosamente fria e incauta na pele extremamente antipatia de Henry, um psicopata sórdido.

Neil Giuntoli (Brinquedo Assassino (1988), Ameaça do Espaço (1991) e Contos da Cripta (1992), entre outros) então foi o encarregado, como um novo protagonista para reviver Henry, a árdua tarefa de entregar uma atuação tão marcante quanto antes, em frente a tudo que Rooker fez, e infelizmente não chegou a tal ponto.




Não dá para dizer que o esforço de Giuntoli foi em vão, o problema é outro, é de roteiro – criatividade e finalidade de uma obra. Basicamente Henry: Portrait of a Serial Killer 2 não teve a ousadia necessária para sair do casulo do filme original e se tornar um sucesso assoado por sua diferença, como bem que poderia, ao invés disso se limitou ao mesmismo mediano, por isso essa sequência é tão esquecida, só de falar que é a parte 2 do Henry muita gente já torce o nariz.

Voltando a escolha de Giuntoli para o papel... Bem, é até fácil de entender, além de buscarem um ator sorrateiramente semelhante com Rooker (sua feição não consegue ser tão imparcial quanto a do Rooker, mas nem a pau), ele também é um ator que topava na data filmes de menos prestígio financeiro, coincidentemente, um mal no qual Rooker também se viu em meados do ano 2000, vindo a realizar muitas porcarias só pela grana da atuação.


E a propósito, já que citei o Neil Giuntoli, quero aproveitar para deixar a sugestão de um excelente episódio do Contos da Cripta no qual ele estrela ao lado de David Morse (Fenda No Tempo (1995) e Sexta-Feira 13 – A série), "showdown"4ª temporada, episódio 8 1992, fica recomendado para quem curtiu esse filme e quem pode ter interesse em conhecer mais sobre a carreira deste ator incógnito.

Um tanto quanto irônico, Henry II tem o papel de continuar exatamente (ou quase exatamente) de onde o outro terminou, e repete muito do mesmo, termina com certas semelhanças também.


E apesar de tudo, tenho de reconhecer, é um filme mais que bacana para uma feita de baixo orçamento, não tem quase nada de tão novo que não tenhamos visto antes mas ele trás de volta a simplicidade violenta que tanto nos cativa no primeiro Henry, uma pena não ter sido com o ator original, deve ter havido divergências de opiniões entre os produtores sobre a necessidade de uma continuação, já que esse filme é tão inconclusivo e não apresenta uma grande identidade que seja novidade.

Henry II trás o regresso de uma identidade visual nada simpática, aquela Fotografia crua de antes, e nisso não há o que reclamar em contraposto ao primeiro filme, mesmo feito quatro anos depois, ainda assim conseguiu capturar bem essa pegada característica e essencial que faz Henry tão especial.



A semelhança com o primeiro Henry é o que mais meu chamou atenção, sem dúvidas, reaproveita 75% da fórmula do original, muitas das cenas inclusive, na cozinha com a dinâmica entre os protagonistas, isso só um detalhe familiar. Ai temos a história, novamente Henry se apaixona por uma mulher problemática que vive com pessoas problemáticas (emocional e socialmente), ai então ele faz amizade com um sujeito que não é flor que se cheire... O filme se repete bem igual.

Neste filme nos é apresentado um novo coadjuvante insano, Kai (interpretado por Rich KomenichHorror Em Amityville (2005),  O Observador (2000), No Tomorrow (2005), entre outros). Com uma grande diferença de natureza que o distingue: Ele no fundo não é um assassino. Mas com a amizade estranha e apática construída por Henry, e após lhe oferecer um serviço mal remunerado, se vê preso na armadilha da ingenuidade após apresentar a seu apresentar uma oportunidade de trabalho ilegal, que paga bem.


Logo a má companhia de Henry se torna de uma má amizade para uma influência macabra em sua vida. Após perceber que o amigo é um psicopata, Kai e Henry se vêem atados um ao outro por causa de segredos, um convívio esquisito e problemas de confiança, e graças a Kai (um das melhores cartas inventivas desse filme) pudemos ter uma nova perspectiva da mente conflitada e perturbada de Henry.

Uma das coisas mais legais nesses filmes é que o bem nem sempre necessariamente precisa vencer, no fim das contas, retrata esse lado realista em que um assassino e psicopata pode muito bem sair invicto, sem pagar por todo e qualquer mal que ele tenha ocasionado a outros "de bem".



Muita gente discute sobre esta continuação, tratada como desnecessária, menosprezada e subestimada, eu vejo com olhos um pouco diferentes, mas não há como discutir que tinha muito mais potencial.

Um entre outros detalhes interessantes nessa sequência é que trouxe mais perspectivas sobre Henry Lee Lucas, famoso serial killer que influenciou estes filmes, a sequência trás várias referências a diversos outros serial killers também.

Enfim, todo aquele que viu e gostou do estilo do primeiro deveria dar uma chance a essa sequência, como já citei (e até excessivamente) pode se parecer em muito com o antecessor mas tem sim seus diferenciais e todo fã de filmes de psicopatas e serial killers deveriam dar uma chance.
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2 comentários:

  1. Esse filme é ruim demais mas a cena da decaptação é foda hahahushaushausha

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  2. Nunca assisti se falou que é repetição espero mesmo que eu nem assista

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