quinta-feira, 16 de junho de 2016

Crítica: Maniac II – Mr. Robbie (1986)


Título Original: Maniac 2: Mr. Robbie
Direção: Buddy Giovinazzo
Ano: 1986
Estrelando: Joe Spinell

O "curta-metragem" (que na verdade tá mais para um promo) é um desastre. Não é divertido, não é bem produzido (ao mínimo que fosse), não é bom passatempo, mas também falamos dele, não seja por isso... Possui até um minidocumentariozinho antes, como enche linguiça (que talvez mais valha que os 7 min. seguintes). Estou falando de Maniac II – Mr. Robbie, a sequência infame (que poucos sabem que existe) do bem sucedido O Maníaco (1980), obra-prima em comparação com esse "curta" que dá "continuação". Esse "curta" não é grande coisa, nada demais mas ainda é útil como um petisquinho (sem sal) para quem curte o ator Joe Spinell, importante ator e com diferenciais pra época, vindo a fazer muita coisa boa, mas acabando sem sorte no cinema é senso comum entre os grandes atores e diversos deles sempre falam o mesmo: Você pode ser bom ator, mas o fator sorte também importa.


Os 7 minutos contam sobre um "palhacinho triste" chamado Mr. Robbie que atendia a pedidos de cartinhas de crianças com histórias de parentes irresponsáveis e abusivos, fazendo então o que elas não tem coragem, justiça. Sabe-se lá o porque, ele "luta" pelos indefesos, com as próprias mãos... Bem sem pé nem cabeça isso, mas nem deu tempo para explorar a ideia.



O "curta" era para ter sido um longa metragem, tanto quanto o primeiro mas o ator Spinell faleceu no meio das primeiras filmagens, que acredito que seriam um teste (mais ou menos como aquilo que foi feito em Street Trash, onde filmaram o filme, antes de filmar o filme) e então ele partiu deixando o filme incompleto em '87, como um dos últimos que protagonizou... Que fase.

Esse cara, o diretor desse filme, Buddy Giovinazzi é um daqueles diretores fantasmas que só produz bomba, só deu um golpe de sorte na vida com o filme Caminhos da Traição (1996) com Tim Roth, fora isso,só bomba. Quem sabe ele teria tido mais chances em sua carreira se Joe não tivesse falecido, mas as coisas não foram boas, e ele não teve chance assim como o filme... É, por mais bosta que essa sequência pudesse ter sido, eu queria ver no que poderia dar, no fim das contas.



A frase nessa imagem é a chave para resumir tudo e o porque desse filme não ter ido para frente, mas no santo resumo da ausência perfeita de uma uma palavra: Critério, ou propósito (escolha um). No momento em que a vontade de um ator de qualquer filme é maior do que a de um diretor (que também roteiriza), nada tem como dá certo, porque fora do filme, também existem funções, papéis a serem desempenhados... Faça ruim, ou faça mal. Mas o diretor estava certo, e tinha toda a razão, uma continuação era desnecessária, e não existe nada, absolutamente nada de bom sobre este filme, com excessão da atuação do finado Joe Spinell, do primeiro filme.

Spinell sempre teve uma vida conturbada, casado ("casado") com uma atriz pornô e com turbilhão de problemas desagradáveis em sua vida pessoal e carreira profissional, pouco tempo depois de Maniac caiu numa depressão profunda, envolta de uma crise emocional tensa com o falecimento de sua mãe, no ano de 1987, durante os planos de filmagem desta continuação ele se enfiou nas drogas e álcool o que causou sua morte, apesar de nunca ter sido divulgada causa oficial de sua morte, que pode ter sido ainda asma, ou hemofilia.

Irônico que a melancolia, cigarros e bebida nas várias cenas do filme parecem mais uma síntese da avalanche de merda que o o ator estava vivendo na vida real do que um papel de fato, só faltava ele matar na vida real também.



Um dos momentos "engraçados" desse minidocumentariozinho de abertura é quando dizem que Spinell ficou ressentido por causa da reação feminina negativa sobre o primeiro filme, então decidiu fazer esse segundo um pouco diferente... É claro que não! Só fez esse de tal maneira porque o pavio do roteiro já deu o que tinha que dar no primeiro filme, bom, essa é a minha opinião. Mas confesso que fiquei surpreso com a reação sobre as mulheres que não gostaram do primeiro Maniac.

Bom, é isso, não há muito o que dizer, pelas cenas do filme não há nada que pelo menos chame a atenção, mas como um registro do melancólico, deplorável e tenso momento final da vida de Joe Spinell a gente se engana um pouquinho. RIP Spinell.
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