sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Exemplo da obra de arte em um filme de expressionismo alemão dos anos 70, "Vampira"!



Um dos motivos pelo qual nós sempre prestamos tributo ao terror clássico e antigo... A arte em sua forma de expressão mais honesta e sincera, dando um belo de um foda-se pra viés de bilheteria, marketing e popularidade (porque isso é transitório num filme - apesar de tudo, e tem que ser secundário) mas fincado sua percepção com uma preocupação em como será eternizado na história da arte criativa (se é verdade que a arte é mais que uma extensão da mente, mas - de alguma forma - um estado da alma), algo que, infelizmente, às vezes parece esquecido no tempo em comparação com os dias atuais onde há uma necessidade burra prevalecendo no gênero de terror, que é, fazer quem assiste dar pulinhos de susto seja como for, principalmente com sensacionalismo barato e superestimado (com exceções de filmes atuais como "A Bruxa", entre outros poucos).

Essa compilação editada de cenas é uma boa demonstração disso. Trechos de um raríssimo filme influenciado pelo movimento de expressionismo alemão, chamado "Vampira", exibido pela TV alemã ocidental em 1971, e hoje praticamente esquecido. O grupo TANGERINE DREAM fez uma trilha sonora original, excepcional como sempre.

Em suma, deixo isto aqui só como uma forma de reflexão, a Alemanha, a despeito de todos os conflitos e problemas anteriores e atuais - que perduram, é uma nação que está anos luz a frente da linguagem cultural de países como o nosso, uma prova rápida disso é o simples fato de um filme como esse ser exibido em pleno TV aberta, na época. E isso não é o antônimo de uma crítica construtiva, espero que realmente possamos - algum dia, copiá-los nesse aspecto de valor a arte em seus mais puros sentidos, além de pretensiosismos baratos.

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terça-feira, 27 de setembro de 2016

Mais um que se vai: Herschell Gordon Lewis!



Herschell Gordon Lewis (diretor de 'Banquete de Sangue', 'Maníacos', 'The Wizard of Gore') se foi, mas o pai do Gore deixa sua marca muito bem guardada na história do cinema de terror, se teve um cara que foi revolucionário no terror, esse cara é Lewis, de forma brilhante. Lewis era sócio-fundador do site/distribuidora de exploitation, Something Weird, fundada nos anos 90.

A notícia de sua morte foi anunciada oficialmente atrás do Something Weird, no Facebook. Ele morreu nesta segunda-feira (26/09), em Fort Lauderdale, na Flórida - EUA, após uma longa luta contra o câncer de pulmão.

Falamos pouco sobre ele e seus filmes aqui na página, mas falaremos ainda, aguardem.

RIP Herschell Lewis
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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Confira o vídeo de homenagem da TCM à Vincent Price, por John Waters! (LEG.)



O mês de Outubro de 2013 foi de tributo ao Vincent Price, no canal TCM (original). Em homenagem ao ano que faria 102 anos, se estivesse vivo. Price ganhou uma exibição de diversos de seus filmes, sempre às quintas, e como chamada, este pequeno documentário maravilhoso, narrado por John Waters (diretor de Pink Flamengos, Mondo Trasho), fã convicto do Price.


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Tributo à Angus scrimm é feito na exibição do "Phantasm: Remaster", em Nova Iorque! (LEG.)



Foi feito um pequeno tributo ao Angus Scrimm ontem (25/09, segunda-feira), no evento do Phantasm: Remastered on Art House Theater Day, antes da exibição do filme remasterizado. Um trecho gravado e postado na internet mostrou cenas inéditas do Phantasm Ravager que estreou hoje, mas que em especial, trouxe uma emocionante homenagem, que deixo neste vídeo. Tudo indica que esse vídeo estará como bônus no blu-ray do filme.


Link do vídeo original.
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domingo, 25 de setembro de 2016

"Phantasm: Remaster" ganha sua maior exibição e amanhã é estréia do Ravager!



Hoje o foi dia foi de exibição do "Phantasm" (1979) versão remasterizada, exibido pelo evento Phantasm: Remastered on Art House Theater Day, no cinema Alamo Drafthouse Yonkers em Nova Iorque. A principal exibição do filme até o momento, com direito a prévia exclusiva do Phantasm Ravager e elenco do filme, sem se falar nas transmissões, brindando os fãs com perguntas e respostas do próprio Don Coscarelli. Amanhã o espetáculo fica por conta da premiere do tão aguardado, Ravager, e daqui há 10 dias estréia via streaming na plataforma de Video on Demand (online).

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Stephen King faz palestra na Biblioteca do Congresso Nacional dos EUA! (LEG.)



Disponibilizei com legendas, um pequeno trecho da palestra (de mais de 1 hora) concedida pelo Stephen King no National Book Festival, evento realizado na Biblioteca do Congresso nacional, em Washington (capital, EUA). Tudo foi transmitido ao vivo via streaming pela página do The Library of Congress, hoje pela manhã. Somente mais uma prestação de tributo e reconhecimento ao respeitado trabalho de King em todos esses anos, como escritor, e um dos novos nomes da atualidade, já considerados imortalizados na literatura.
 

Vocês podem conferir na íntegra aqui (sem legendas).
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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Os brilhantes mapas dos Estados Unidos e Europa representados por filmes de terror!



Um usuário do imgur publicou algo muito curioso: Todos os estados dos Estados Unidos da América com suas respectivas localidades e estados e dando uma referência de vários grandes filmes de terror foram filmados, uma em cada estado.

Isso me deu a ideia de fazer esta postagem, é sempre interessante conhecer sobre esse tipo de coisa, e olhando por esses mapas temos uma percepção diferente, mais próxima, de alguma forma. Bem curioso pela trivia, fora casos peculiares de obviedades como Texas Chainsaw Massacre, que todos sabem onde foi feito, é legal conhecê-los dessa outra maneira. Confira:

*Vou deixar um mapa com os nomes dos estados abaixo.






E se você pretende visitar lá... Cuidado!




No entanto, essa ideia de um mapa com filmes de terror não é tão nova. Há um tempo atrás alguém do blog Reddit postou um super-mapa com diversos filmes do gênero por estado, você pode confirir aqui o PDF original em alta qualidade. Ou, caso prefira, clicar na imagem abaixo, para abrir uma nova janela.



E para finalizar essa postagem, vou deixar aqui também um excelente mapa feito pelo site HORROR ON SCREEN, com outra edição que só dessa vez com os estados europeus. A imagem original e em alta definição, vocês encontram aí no link.



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Crítica: Bruxa de Blair (2016); Muito marketing, pouco medo


Publicada originalmente no blog parceiro Imagem-Câmera.

Preparando o terreno

Desde o lançamento do original A Bruxa de Blair (The Blair Witch Project, dirigido por Daniel Myrick e Eduardo Sánchez) em 1999, uma nova forma de fazer filmes e um novo tipo de experiência para o espectador tem sido amplamente produzidos: são os chamados Found Footages (algo como fitas/gravações perdidas, em português).

Não faltam tentativas de trazer maior credibilidade ao espectador, em termos da imagem-câmera – um conceito que pego de Fernão Ramos sobre imagens de documentários, relativo ao momento de circunstância da tomada e à capacidade que esse tipo de imagem tem de levar o espectador a esse momento.

Alguns recursos foram bacanas ao longo do tempo, em filme bem sucedidos como REC (Jaume Balagueró, 2007), por exemplo, ou somente estratégias criativas como a de colocar a câmera em um ventilador rotativo, para ver o que está rolando com as aparições sobrenaturais, em Atividade Paranormal II (Tod Williams, 2010), (que por si só não é um filme bom, mas contém estratégias interessantes). Mais recentemente, o terror israelense Jeruzalem (The PAZ Brothers, 2015) utiliza o Google Glass como ferramenta última na busca de uma credível imagem-câmera. É um pouco disso que me faz ficar ligadas nosfound footages, sempre tentando identificar estratégias e inovações criativas.

Para obter resultados interessantes, pagamos preços altíssimos. São muitos filmes entediantes, nos quais “nada acontece”, com uma câmera de baixíssima qualidade, muito tremida e amadora, o que acaba espantando uma grande parte dos espectadores do gênero terror. É uma relação semelhante aos filmes de Rob Zombie: ou se ama, ou se odeia.

É de se perceber e tem sido muito comentado o atual marketing em torno de terrores recentes, por acabarem decepcionando os espectadores fiéis ao gênero. E esse já tinha sido um medo em relação ao Bruxa de Blair (Blair Witch) lançado essa semana no Brasil. Se no original a jogada do marketing havia sido interessante pela inovação do filme, aqui ela acaba gerando aquela desconfiança e ponto. (No cinema estavam vendendo broches do filme).  Não foi diferente com o Bruxa de Blair, – dirigido por Adam Wingard: o filme é bem decepcionante, até mesmo em termo de novos dispositivos criativos.

Tenho percebido uma tendência chata nos últimos dez anos em Hollywood: um número altíssimo de remakes, reboots e revivals. Alguns bem sucedidos – normalmente aqueles que apelam pelofeeling do original, como Star Wars – alguns de dar vontade de chorar, como Carrie (Kimberly Peirce, 2013) e Evil Dead (Fede Alvarez, 2013).

Ingenuamente, ou simplesmente por querer muito que fosse bom, acabei esperando demais do terceiro filme da Bruxa de Blair.

giphy

Sobre o filme (spoiler free)

A premissa nada original de “estou fazendo um documentário para minha aula de documentário” é o que leva à existência das imagens de Blair Witch. Muito bem equipada, a estudante Lisa, que está dirigindo o filme, possui uma câmera fotográfica digital no estilo das Canon T5i, algumas câmeras auriculares, GoPro e até um drone. Walkie talkies e GPS também estão nos equipamentos que são levados para a floresta.

O documentário será sobre a busca por Heather, a irmã de James, amigo da documentarista. Um vídeo que foi subido no Youtube mostra o conteúdo de uma fita encontrada na floresta onde o primeiro filme ocorreu. Lisa, James e um casal de amigos resolvem acampar no local e realizar a busca. Lá se juntam ao casal que achou a fita e fez seu upload.

Até o meio do filme: apresentação dos personagens, dos materiais de filmagem, (que geram mudanças nítidas na qualidade da imagem de uma câmera para a outra), e um pouquinho de jump scare bobinhos. Uma hora de filme se passa e tudo bem boring, nem uma aceleração nos meus batimentos, nem uma vontade de apertar a mão do meu marido.

De repente, após estarem acampados na floresta, as coisas efetivamente começam a acontecer. Um tanto de merda devoodoo, uma ferida no pé bizarra (a parte mais aflitiva para mim), e umas outras situações que eram para ser terrorentas, mas não são.

O tempo todo o filme controla os fatores que entrarão para causar reviravoltas no plot. Seja a separação de um casal do grupo ou o drone, você já sabe o que esperar para o resto do filme.
Caminhando para o final, algo que também tem sido recorrente em alguns filmes recentes, principalmente de found footage: uma aceleração no ritmo do filme, quase como se estivessem com pressa para acabar. (E eu bem que estava torcendo para acabar logo!).

O final causou um cadinho de incômodo, muito mais por um elemento de claustrofobia do que de medo. A revelação que ocorre nos últimos minutos é até bacaninha, mas nada que nos faça falar “uau, brain fuck, incrível, nossa, que filme bom”. Saí do cinema decepcionada e sem esperanças no que pode vir daqui para a frente em termos de found footage. Sugiro não gastar dinheiro com os preços abusivos dos ingressos, mas esperar chegar no Popocorn Time ou no Netflix.
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Abertas as inscrições para o Festival MORCE-GO VERMELHO — Goiás Horror Film Festival!



O QUE É O FESTIVAL MORCE-GO

O MORCE-GO VERMELHO – GOIÁS HORROR FILM FESTIVAL – é um festival independente de filmes categoria, terror, suspense e horror no cinema no coração do Brasil, que terá obras audiovisuais contemporâneas e ligadas às temáticas do terror, suspense e horror. O Festival poderá ter produções de ficção, experimental e animação além de oficinas e debates no Cine Cultura e na Vila Cultural Cora Coralina em Goiânia nos dias 29 e 30 de outubro.

O objetivo é estimular e promover produções goianas, brasileiras e de todas as partes do mundo para cinéfilos amantes de filmes de terror, suspense e horror exibindo o que há de mais criativo nas produções independentes de curta metragens em mostra competitiva e longas metragens convidados. Haverá mostras competitivas de filmes realizados em Goiás, Brasil e no exterior além de uma mostra paralela de longa e curta metragens. Os visitantes do festival terão muitas surpresas nas atividades que serão oferecidas durante o evento que promete celebrar o Halloween no calor do Centro-Oeste com cinema, estilo e diversão.

PARTICIPE, VOCÊ TAMBÉM

O período de inscrições será do dia 12 de julho a a 01 de outubro de 2016. O participante deverá realizar todo o procedimento em nossa página de inscrições  e também nas plataformas FESTHOME e FilmFreeWay. A lista dos selecionados será no dia 10 de outubro.

São aceitos filmes de até 25 minutos nacionais e estrangeiros  realizados a partir de 2013 nas categorias ficção, documentário e ficção. O festival acontecerá na véspera do Halloween nos dias 29 e 30 de outubro de 2016 no Cine Cultura e na Vila Cultural em Goiânia-GO.



PRÊMIOS E INDICAÇÕES

Os filmes serão premiados com o troféu MORCE-GO VERMELHO de acordo com as categorias:

  • Melhor Curta-metragem Goiano
  • Melhor Curta-metragem Nacional
  • Melhor Curta-metragem Estrangeiro
  • Melhor Curta-metragem Nacional (Júri de Público)
  • Melhor Atuação
  • Melhor Roteiro
  • Melhor Diretor
  • Menção Honrosa


A programação de longas convidados consiste de grandes produções nacionais de cineastas renomados como Rodrigo Aragão com sua trilogia do terror A Noite dos Chupas Cabras, Mangue Negro e Mar Negro. Os filmes A Capital dos Mortos 1 e 2 do cineasta brasiliense Tiago Belotti e dos produtores Rodrigo Huagha e Tiago Esmerald além do filme "Condado Macabro" de André de Campos Mello e Marcos DeBrito exibido em vários festivais de cinema, eleito Melhor Filme no Fantaspoa além de longas do cineasta e até coletâneas de terror como o longa Contos da Morte composto por 12 curta metragens de terror.

O festival também contará com debates e atividades como a Oficina de Produção Cinematográfica Independente com com os realizadores brasilienses Rodrigo Huagha e Gustavo Serrate, da produtora Cine 81, sobre como produzir um filme de baixíssimo orçamento e concurso de caracterização de fantasias de Halloween com direito a festa de Halloween no dia 29 após a exibição no The Dark Side Rock Bar onde os caracterizados terão direito ao drink Dark Side gratuitamente.

 O MORCE-GO VERMELHO GOIAS FILM FESTIVAL  promete uma programação "assustadora" com produções do mundo todo para os fãs goias de filmes de terror e suspense e terá uma programação intensa com entrada franca.

MAIORES INFORMAÇÕES
Serviço: 
MORCE-GO GOIÁS HORROR FILM FESTIVAL
Site: www.morcegovermelhofestival.com.br (clique para conhecer)
Inscrições: Site ou plataforma Festhome/ Filmfreeway
Informações: Ivan Martins (62) 98545-0805
contato@morcegovermelhofestival.com.br
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terça-feira, 20 de setembro de 2016

Tom Holland, diretor de 'A Hora do Espanto' quer lançar uma série especial sobre sua carreira



Tom Holland, o excelente diretor de filmes como "A Hora do Espanto", "Brinquedo Assassino", "Psicose III" e mais recentemente com o Tom Holland's Terror Time, ele partiu também para o trabalho em site de entretenimento. Um dos grandes nomes do gênero das antigas que participa ativamente em rede sociais.



Holland lançou há pouco tempo (09/09/2016) uma campanha para arrecadamento coletivo com o intuito de atingir 22 mil dólares necessários para produzir os 22 episódios de "Two Minutes with Tom Holland", que vai ser uma série de documentários abordando aspectos de sua carreira e um lado oculto dos bastidores dos maiores filmes dos anos 80 e 90 no gênero de terror.



(Infelizmente, sem legendas)

Os interessados podem contribuir. Deixo aqui o linkApoiem a causa! Curtam a página do Facebook,
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Trailer remasterizado do "Phantasm IV" é divulgado! (E novas informações)



Como bom momento para os fãs dessa franquia, eu já havia dito que data será o lançamento em bluray "físico" e sobre a possibilidade do quarto filme em alta definição, e agora novos detalhes sobre o tal Video on Demand (que é venda via iTunes), lançado pela WELL GO ENTERTAINMENT, distribuidora.

Os trailers em bluray da franquia Phantasm começam a aparecer... Trazendo aqui para vocês, em primeira mão, o trailer (com legendas) do Phantasm IV - Oblivion (1998). Lançado há pouco via iTunes somente com novo pôster.



Haviam postado do Phantasm Remasterizado e até o Ravager (com novo pôster), mas, como tudo que diz respeito ao último e tão esperado filme da franquia, não poderia ser normal, logo saiu do ar. Em breve deve ser repostado, talvez tenha sido removido por algum detalhe de edição final, ou sobre a discussão de quando lança-lo, enfim...

Os filmes devem ser lançados antes de ir ao cinema via iTunes. Phantasm IV já está confirmado para 4 de Outubro (confia aqui). Phantasm Ravager ficou anunciado para 7 de Outubro (antes de sair do ar - bem antes do BD), e infelizmente ainda não se falou no terceiro filme. Nota: Tudo por 9,99 dólares.

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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Confira o trecho legendado de documentário britânico sobre José Mojica Marins!


É praticamente impossível tirar do Brasil um filme de terror melhor que "À Meia-Noite Levarei sua Alma". Feito completamente sem recurso, na base da cara e da coragem, na ousadia teimosa de ir contra tudo e todos em um dos países mais religiosos, na época. Isso é arte... E o pior, coisa que quase ninguém conseguiu imitar nesses 50 anos, ou mais.



Retirado do: Mondo Macabro (1x04, "The Nightmares of Coffin Joe", 2002).
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domingo, 18 de setembro de 2016

15 sequências toscas e desnecessárias de grandes clássicos do Terror!



Alguns dessa lista você pode até não conhecer, eu já assisti (ou tentei assistir) todos e dou a minha opinião... São filmes que prestam desserviço, estimulam falsamente os fãs de suas franquias com filmes feitos com as coxas. Minha opinião. Espero que gostem, segue a lista:

15: Halloween 3 - A Noite das Bruxas (1982)



Não considero esse filme bom. Longe disso. Mas tô deixando em último por respeito ao Tom Atkins e por ser um filme meramente fraco. Tá na lanterna, mas os outros 14, passe longe, se quiser. Algumas criações em cenas são ótimas mas a ideia como um todo não me convenceu. Até tem uma trilha sonora legal e produção visual bastante profissional, mas achei a história fraca. Esse pode ser contestável, mas eu particularmente considero desnecessário.

14: Subspécies 4 - Despertar dos Vampiros (1998)


Tá certo que esse pode até fugir um pouco da postagem, já que Subspécies nunca foi "grande clássico" mas já deixo aqui uma indicação, pelo menos melhor que todos nessa lista, deve ser... E para quem já assistiu, eu indico, pare por aqui. Nem ouse dar play. Os outros filmes são bons até, o original de '91 é o melhor, extremamente peculiar, já suas continuações, só decaem na qualidade e criam um joguinho de gato e rato que age como sonífero dos bons. Pelo menos algo ainda se aproveitam algo dos outros dois filme, já este... Nada, ou quase nada. Amador, maquiagens bizarras, história nada a ver.

13: O Exorcista 2 - O Herege (1977)


Eu, pelo menos, considero um filme péssimo, desnecessário - para começo de conversa, mas no entanto tem sacadinhas excelentes e algumas coisas muito boas. Com poucas cenas que valem por um filme, porque do resto... Só dilapidando um clássico absoluto. Se resume a uma tentativa fracassada de tentar fazer um retrô do clássico. Linda Blair até que se esforça, mas não teve jeito.

12: O Retorno a Salem's Lot (1987)


"Continuação da minissérie "Salem's Lot", sem relação com a obra de Stephen King." Isso descreve bem a lambança que é essa continuação força-barra de um filme tão brilhante e soturno que é o original. O mais foda de tudo nesse filme é que ele é praticamente amador. Atuação tosca e história mais ainda. Mas por mais contraditório que possa parecer, até que é assistível.

11: Tubarão 4 - A Vingança (1987)


- Depressa! Pensa em alguma coisa. Vou fazer um próximo Tubarão e ainda não sei o que pensar... O que me diz?! - Já sei! O tubarão tá puto. Precisa se vingar. - Porquê?! - Porque sim! - Excelente, já tá contratado, vai ser o meu roteirista. Em pensar que o Tubarão original é uma obra-prima digna de todos os méritos, já como franquia, eu - particularmente, não gosto tanto. Mas esse aqui é horroroso.

10: Hellraiser 7 - O Retorno dos Mortos (2005)


Se você quiser parar no quinto filme da franquia, você pode porque do sexto em diante é confuso e de algumas formas, repetitivo - por mais que tente inovar. Eu particularmente acho fraquíssimo. Além de tudo, ainda se manteve fiel com Doug Bradley e pela participação do Lance Henriksen, porque do resto... Outro diretor, outra visão, roteiro pobre, visual pobre. Apesar de tudo de ruim, assistível para quem pretende concluir a franquia na cara e na coragem e pela trivia do Henriksen.

9: Amityville 7 - Uma Nova Geração (1993)


Esse filme é baseado em um espelho assombrado... Olha isso, cara! UM ESPELHO! Tentei assistir na íntegra e não consegui. Se eu vir a terminar é só pela participação do Terry O'Quinn. E o que diabos esse filme tem de sequência? Qual é o elo com o original fora um espelho da casa original? E cá entre nós, seus dois antecessores não são nada bons também. Eles são piores visualmente, mas esse eu achei a história ainda pior.

8: Candyman 3 - Dia dos Mortos (1999)


O segundo filme do Candyman já não foi lá essas coisas, esse então, um desastre. Tem cenas legais, mas o climão do primeiro filme já foi deixado de lado. Coloquei na lista e, apesar de não ser grande clássico, o original é um bom filme de terror dos anos 90, tem uma história e construção legal. Digamos, um clássico à sua época, difícil passar pelo período e não lembrar do original dessa pisada de bola aqui. *No mesmo naipe está a franquia Mestre dos Desejos, optei por não por na lista para não ficar repetitivo.


7: O Massacre da Serra Elétrica 3D - A Lenda Continua (2013)



A lenda continua... Enquanto der grana e faltar vergonha na cara... Ela continua. Um filme sem propósito que praticamente só se sustentou nos resquícios de sucesso da refilmagem de 2003. Essa é a minha teoria... Não sou grande fã do de 2003 também mas evidenciou novamente a franquia e em comparação com esse, foi muito melhor planejado e executado.

6: Garotos Perdidos 2 - A Tribo (2008)


E o terceiro lugar vai para sequência do Garotos Perdidos... É isso aí que você leu. Sequência. Absolutamente sem noção. Antes tivesse sido feito lá no fim da década de 80 também, pelo menos, mas não. Um desastre, um espanto, um horror! Se eu puder indicar, passe longe desse filme.

5: A Volta dos Mortos Vivos 5 - Rave (2005)


O desastre desse filme começa pelo título e pelo pôster, na verdade, dois desastres à parte. Acompanhado de uma filmagem praticamente amadora que anda no chinelo de um título de mérito que é A Volta dos Mortos-Vivos, e entregando uma atuação de quinta, o que torna tudo muito pior do que normalmente seria. Fora tudo isso, história sem pé nem cabeça. Esse filme se passa numa RAVE, e ao contrário do que pode parecer, não tem quase nada de divertido como no original, na verdade é bem tosco e desinteressante.

4: A Volta dos Mortos Vivos 4 - Necropolis (2005)


Filmes ridículo e praticamente amador montado em cima de uma das franquias mais legais no começo que se perdeu sem tamanho. Uma pena. Ainda não desvendei qual é menos pior de tão ruim, esse ou o Rave, logo abaixo. Mas esse é tão clandestino quanto também, mas uns grãos melhor.. Ou menos pior.

3: Creepshow 3 - Forças do Mal (2006)


Tosquice absoluta e que é desnecessária por convicção. Não trouxe o velho clima de histórias em quadrinho como antes... Produção que em comparação com antes é um lixo.Uma palavra define isso: Tosco... E pensar que isso começou com RomeroSavini e King. (A desmotivação é tão grande que prefiro consigo comentar...)

2: Dia dos Mortos 2 - O Contágio (2005)


História picareta, atuação nem de quinta - de décima! Fotografia digna de produção para trabalho de escolha e ancorada num filme que muito dificilmente teria uma continuação convincente, ao menos, é claro, que o roteirista e diretor fossem não só brilhantes, mas também muito bem intencionados... O que, nem de longe, é o caso. Deu no que deu. Filme desastroso que faz um desserviço em se por como continuação oficialmente.

1: Hellraiser 9 - Revelações (2011)


Sinceramente, não sei o que estão esperando para aposentar essa franquia. Já deu... Embora ainda se fale em remake para o ano que vem, reboots. Já deu. Questão de bom senso.
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sábado, 17 de setembro de 2016

Crítica: "31" (2016)




 AVISO I: Essa crítica contém palavreados chulos (igual no filme, se não gosta já pare de ler)
AVISO II: Essa crítica é, antes de qualquer coisa, baseada na minha opinião.

Primeiramente, não considero Rob Zombie revolucionário, como muitos dizem. Ele basicamente só se apropria de elementos criados anteriormente com uma pegada vintage e com uma violência à modo moderno de se fazer, não tem nada de revolucionário nisso. No entanto, uma boa história com uma base consistente de terror, atuação sincera, um ideal visual... Sim, esse sim são os ingredientes certos que constituem clássicos e é o que tá faltando para um cara que tem a faca e o queijo na mão. Voto que técnica e orçamento são, de longe, menos importantes que uma determinação de criar um conteúdo original e isso falta para ele, também.

Vou fazer uma breve avaliação sobre "31", o novo filme do Rob Zombie. Livre de spoilers. Para começo de conversa, eu considerei um Survivor Horror padrão sem pé nem cabeça. Tem muita violência, suspense, e sangue, mas não é inteligente para propiciar grandes surpresas. E parece que esqueceram de construir um roteiro crescente, sem o qual, tudo isso acaba se secundarizando... E foi o que aconteceu. Esse filme não é ruim, mas para quem conhece os filmes do Zombie, parece já meio debilitado.

Vemos, novamente, Zombie mandando na média do seu estilo de cinema. Sempre muito característico dele, e quem gosta, gosta, quem não gosta, não gosta. Mas agora aposta numa qualidade visual ainda superior. Uma cinematografia mais preparada. Em época de 4k, a precisão de detalhes é uma coisa impressionante e muito satisfatória nas produções. No entanto, Zombie já foi mais criativo com suas invenções... Não que hoje não seja, mas agora já começa a beirar coincidências demais com filmes como Rejeitados pelo Diabo e Casa dos Mil Corpos. É palhaço maluco, é gente insana matando por prazer, é bizarrice, maluquice, insanidade... Porra, Zombie, você que é músico, troca esse disco porra! (Obs.: Eu disse troca, nem ouso pedir para ele virar que vai nem deve tá rodando mais)

Uma das coisas que mais detestei nesse filme, e pode ser simplesmente uma coisa minha, pessoal, é com o filme foi filmado, para começar o formato da tela, cinemascope, e isso é muito bom para quem tem TV 4K, monitores de último tipo. Eu não tenho, e não conheço ninguém que tenha, não acho que seja realidade brasileira ainda. Tudo bem, entendo que os filmes mais modernos tem sempre que convergir para o ápice de definição, e a tendência é que caminhe para isso mesmo, cada vez um ângulo mais aberto. Mas nesse filme a aproximação da câmera atrapalha E MUITO. Nas cenas (e não são poucas) você se perde e fica algo confuso, e isso atrapalhou bastante.



Bom, a falar sobre o filme, dá para dizer que só a introdução dos 9 primeiros minutos já são mais importantes que uns 25% desse filme que anda muito, no começo, sem sair do lugar. Uma introdução, no entanto, excelente e atuação insana do ator Richard Brake, palmas para ele, porque ele merece todos os méritos possíveis nessa obra. O cara é um monstro! Em seu mais novo papel doentio e psicótico sem escrúpulos, simplesmente perfeito e já ao contrário de outros, muito bem escolhido e escalado.

Uma outra participação que eu, pelo menos, considerei legal foi a do Malcolm McDowell, aos 73 anos, o cara que já fez de tudo: Filme bom, filme ruim, clássicos épicos, filmes lixo e escanteáveis; Agora se colocou numa situação engraçada. Estrelando em um filme chupadíssimo do Laranja Mecânica. A principio uma referência estranha, mas que ficou clara para mim. O cara atuando para um filme que "copia" outro filme que o próprio estrelou há 44 anos atrás. É 'quase igual' a ver uma banda roqueira idosa interpretando suas sucessos tão mal que parecem fazer cover de si. Com a ressalva de que o tempo em nada afetou nos atributos e talentos do profissionalíssimo McDowell, ele até mandou bem.


Ainda sobre atores, é impossível deixar de mencionar a presença erótica da Sheri Moon Zombie. Eu, particularmente, confesso que sempre fui dos que criticou a sua repetitiva participação nos filmes do maridão e principalmente critiquei ele mesmo, por não quebrar esse ciclo. E aqui não mudo de opinião. Eu continuo a achar que Sheri Moon tá LIMITANDO o Rob Zombie... Só que tem um diferencial: Nesse filme ela fez o melhor dela até então, (nem se compara ao lixo desastroso que foi Lords of Salem). Sheri Moon infelizmente não é tão boa Scream Queen assim, sempre achei isso... Esse filme só comprova. E é isso, ela sempre vai limitar ele, é um casal maravilhoso, mas enquanto vermos ela num filme dele, sabemos que a manta protetora do diretor não vai permitir que seu personagem pereça logo de cara, ou de maneira pífia.

Novamente sobre Sheri. Não sei muito bem o que tem na cabeça do Zombie, ele tem jeito de ser esses maridões tarados, só pode. Todo filme no qual escala a sua mulher, é para pô-la seminua, sensualizando. Aqui também! É o começo inteiro praticamente focado nisso. A propósito, ela não fica pelada nesse filme... Quem odeia os filmes dele e só pensa em ver por causa da mulher dele, pode ficar sabendo. Mas, por outro lado, não deixa de evidenciar diálogos sexistas e altamente sugestivos.

Bom. Eu gostei desse filme, a atuação tá bem nojenta, porra-louca e escrota, mais do que nunca. Nesse aspecto DISPARADO, o filme mais arrojado do Zombie em mostrar caipiras e roceiros soltando um palavrão para cada duas palavras. O filme mais fuck it all da carreira do Zombie, parece.

O Grande defeito de "31"

O que matou esse filme foi a agitação, tanto é que, para mim ao menos, uma das melhores cenas é a primeira, a única cena estática do filme inteiro, com câmera parada, porque o resto... Isso atrapalha porque? Bom, "31" bebe sem pudor da fonte do "Massacre da Serra Elétrica", nada contra, que filme depois dele não o fez? Mas nesta obra, pelo menos, é uma fórmula certeira e clássica aplicada de maneira equivocada e exagerada, no modo força bruta.

Lembram das cenas iniciais do Massacre? A calma foi essencial. O começo quieto é um tempo que, normalmente (entre os fãs merdas de terror) pode ser entediante, mas é crucial e quase que didático sobre os personagens que temos que conhecer, para criar alguma forma de empatia pelo mesmo. Tem gente que consegue entrar de cabeça rapidamente, o que não é o meu caso, geralmente.

E um tempo com os atores menos conhecidos então é ainda mais importante, e considero até comum em muitos desses filmes de horror survivor para nos familiarizarmos melhor. Nesse filme não, desde a montagem dos créditos de abertura, a câmera não para por 1 minuto, e devido as cenas de dialogo frenéticas (e desnecessários) fica até meio difícil de se concentrar nos personagens e criar empatia. Eu mesmo nem decorei nomes, de alguns. Não deu. No entanto, essa empatia surge no decorrer do filme quando dá merda, mas já de forma retardada, e criando até um efeito inverso sobre a tal câmera parada, tipo: PORRA, AGORA ELE JÁ MORREU, FODA-SE!



Opa, opa! Brincadeirinha!

E outra, a agitação e proximidade estragaram as cenas de ação, é uma confusão do caralho. Tinha cena ali que eu não entendia nada, erro de execução. Vai ver se isso aconteceu no Massacre II... Lá é moto-serra e correria mas graças ao enquadro em ambientes mais espaçosos, e a excelente falta de mal de Alzheimer do cameramen, isso não aconteceu, tanto é que tudo é entendível e passível de tensão pura.

Uma cena... Uma única cena, nesse filme, eu vou tirar o chapéu para inquietação, que é aquela da luz de Strobo (piscante), prometi não dar spoiler. Mesmo assim, pouco nítida, mas é criativa.

As influências do Massacre vão longe com Zombie, como sempre. Dessa vez, desde a coincidência de viajantes aventureiros dos anos 70 até ângulos de câmera e edição, completamente familiares. Só faltou eles filmarem lá onde foi o filme original para ficar mais familiar.

E para fechar, o que mais posso dizer? Bom, sem querer esculhambar com o Zombie, eu até respeito ele e os filmes que ele faz (exceto o Lords of Salem, claro), mas ele tem muito o que aprender ainda com os ângulos de câmera extremamente minimalistas do Tobe Hooper, daqueles que pegam pequenas veias dos olhos pulsando e suas ótimas sequências de edições. E olha que o cara fez isso na década de 70 e hoje muita gente não consegue imitar.. Apesar disso, parece que alguns já manjam de copiar a sensualidade do Massacre até melhor que o original. Isso sim, é importantíssimo!

Numa boa, acho que já tá na hora do Zombie experimentar um filme sem a Sheri Moon Zombie. Se é que ela vai deixar KKKK.
 
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sexta-feira, 16 de setembro de 2016

"Millennium", uma série para quem gosta de terror de verdade!



"'Millennium', uma série para quem gosta de terror de verdade! Sim, eu sei que o título soou meio pretensioso, mas não é, garanto. Isso porque, na minha opinião, dificilmente, uma pessoa que curte só filmes e séries mais atuais e populares e famosos do gênero vai se satisfazer com a série "Millennium", é um produto do mais puro estilo de terror dos anos 90, com uma porcentagem de drama. E, sim. Acredito que um bom fã de terror não se faz só de filmes atuais, acho impossível alguém curtir de verdade o gênero e não explorar os antigos, julguem como preconceito ou opinião, enfim...

Millennium foi uma série produzida em Vancouver, Canadá entre 1996 e 1999, feita pelo canal americano, FOX.

A série é de apresentação fria, obscura, e se padronizou num visual rudimentar, tal como "Contos da Cripta", se bem que vai até além, porque é um terror menos propenso a destaques particulares e seletivos, é uma história com contexto, que embora tenha similaridades com Contos, por histórias praticamente separadas a cada nova parte, na verdade se constrói bem mais, e para acompanhar, compreender bem, para entrar nesse universo esquisito de cabeça, você tem que curtir muito o gênero, senão vai desistir lá pelo terceiro ou quiçá quarto ep. Aí, no entanto, é onde entra a contradição, não é um produto ruim. Só tem seus pontos altos e baixos, e os altos são reservados para ápices de season finale, etc.

Essa série tem um toque especial, eu indico a todos vocês que assistam o trecho abaixo, de abertura do ep. O Princípio e o Fim (2x01), relaxe que é livre de spoilers. Mas é isso basicamente o que digo dos meus mais elogiantes adjetivos sobre essa série: É um misto entre mistério, drama, ficção, terror, suspense e de quebra, ação.


Assistiu? Deixe nos comentários sua opinião e o que acha. Se você gostou dessa narrativa da cena acima, pode ir atrás dessa série, que vai te surpreender. Se não gostou, dê uma chance de mente aberta.

Leves comparações e sobre a trilha sonora

Do criador de Arquivo X, Chris Carter, a série Millennium tem uma abordagem que lembra muito sua criação anterior, dá para notar que é a pegada desse diretor, mas o clima é meio diferente.

Para começar, um dos primeiros aspectos positivos da série é a trilha sonora. É robusta, bruta, mas infelizmente de forma não-padronizada. De cara, o que chama atenção de quem nunca viu, White Zombie (More Human Than Human), seguido por Nine Inch Nails (March of the pigs e Head like a Hole), vindo a calhar em cenas de um ambiente hostil e esquisito de um prostíbulo escuro, sucedido por um misterioso caso que traz novamente o ex-agente do FBI, Frank Black novamente ao ramo. Posteriormente ainda vimos Cypress Hill, mas isso foi, infelizmente, talvez mais uma estratégia de marketing, tendo em vista isso estava em alta na data.

O episódio piloto também tocou a música Hands of Death (Burn Baby Burn) do Rob Zombie e Alice Cooper, engraçadamente num álbum inspirado pelo Arquivo X chamado Songs in the Key of X: Music from and Inspired by The X-Files.



Se eu puder comparar com algo, é uma série que eu indicaria para quem gosta de filmes como "Fim dos Dias" (1999), Frank Black, um personagem de dom intrigante que é interpretado pelo veterano Lance Henriksen, lembra e muito o personagem de Arnold Schwarzenegger, Jericho Cane, ou talvez seja o contrário, já que Frank veio primeiro. Mas são duas peculiaridades da segunda metade dos anos 90, antes da virada do milênio, que foi para ambos, o filme e a série, motivo para misteriosos enigmas de terror. E não só estes, meio que virou tema muito propício falar que no começo dos 2000 anos, seria o fim. Black é um cara aparentemente frio, mas como tem que ser, embora tenha uma natureza extremamente bondosa e simpática... Mas é pragmático, chega a cena do crime com seu casaco ou jaqueta de couro, típicos, sempre abotoados. E os deixa, da mesma maneira. Ele é rodeado de uma família linda e uma vida pacata, e ironicamente, ao contrário da paz que ele sempre busca ter, não pode ir no supermercado sem correr risco.



Sobre o dom de Frank Black, seria como a capacidade parapsíquica de, ao toque de locais de cenas de crime, poder ver nos olhos do assassino e ter uma peça, ou parte da peça de um quebra-cabeças que é o caso em si. No entanto, parece que na série o papel dele é mais buscar a verdade do que ser um investigador do FBI, então tenha as expectativas certas sobre isso. Aliás, se você espera compreender bem sobre esse tal dom dele, desista. O jeito é se contentar com as migalhas que os roteiristas nos dão, é uma carta que eles guardam sem pudor, sendo que maiores detalhes e um desenrolar disso só acontece mais tarde, bem mais tarde, na série.

E isso também vale para o "Grupo Millennium", um grupo especial... E misterioso, enigmático. Mas quem acompanhar a série deve receber boas respostas, por sinal, a resposta definitiva para essa pergunta: "O que diabos é o Grupo Millennium?" Vem em um dos melhores episódios da série de 40 min., onde as coisas ficam SÉRIAS. Com isso também, sobre os dons do sr. Black.

Exibição no Brasil



Por isso essa é uma série boa, guarda boas cartadas para momentos importantes e derradeiros, embora quem assiste tenha que ter paciência, já que é meio extensa. Teve extensos 22 episódios ao longo de 3 temporadas, das quais, duas foram exibidas dublado no Brasil pelo canal Record... Totalizando assim nada menos que 50 HORAS (e 25 mins.) de episódios. Por isso falo, tem que gostar para acompanhar. (Se bem que por muito menos ainda tem gente acompanhando séries como Supernatural - que não vê um fim)

Bem, não existem adjetivos de diferenciais para Frank Black, é o mais puro Lance Henriksen de cara nua e crua, primeiramente pode até lembrar qualquer papel que ele possa ter feito antes, mas esse realmente cria um outro âmago para quem assiste, não é algo meramente superficial. Até mesmo por se tratar de um seriado, pudemos ganhar muito mais da atuação dele do que de costume e é difícil não criar simpatia pelos mesmos, personagem e ator por detrás. É um dos grandes papéis de sua carreira.

Sobre os atores da série

Lance Henriksen é um dos meus atores prediletos, o cara é simplesmente foda! Um dos atores mais completos do gênero de terror. Quem conhece sua trajetória e sua sofrida história não tem como deixar de admirá-lo, mas isso é tópico para outra postagem. O que eu poderia dizer é que, na minha concepção dele, é fácil compará-lo (NESSE ASPECTO) com caras como Christopher Lee. Digamos que Lance está para os anos 90, o que Lee estava para os anos 70, auge e na ativa. Uma versatilidade incrível e absolutamente profissional, e nessa série não é nada diferente. Cogitaram escalar William Hurt para a série, mas ele não se interessou, Lance Henriksen, por outro lado, recebeu de braços abertos o papel que muito tem a ver consigo e suas expressões.

E ao lado do brilhante Henriksen, temo o também brilhante ator, Terry O'Quinn de filmes como "O Padrasto" (1987), "Pin" (1988), entre vários outros mais. Uma coisa que não tive como deixar de lembrar foi de sua atuação na série Lost, pode não ter apropriadamente a ver com terror, mais para ficção, mas o personagem dele na antiga série, Peter Watts, se reserva, é inteligente, parece ter as respostas para perguntas, sabe sempre o que ser feito... Simplesmente tal como o famosíssimo John Locke, de Lost, que já que mencionou (tudo bem, você pode nem gostar dessa série, mas), é um dos melhores papéis de sua carreira e o melhor da série.



Conhecemos diversos outros nomes ao longo da série, muitas quase sempre participações mornas, sem muito alarde.

O outro nome mais frequente nessa série, depois de Henriksen, claro, é Megan Gallagher, esposa de Frank Black, Catherine Black. Essa atriz, na minha opinião, foi um lado fraco na balança do seriado, é uma atriz pouco comprometida, de atuação extremamente na média e que nunca teve um deslanche verdadeiro na carreira. Fez até alguns papéis em filmes de terror mas nada nem digno de menção aqui. Vamos lá! Tempo é ouro.

Porque assistir a série Millennium?

Conveniências à parte, tudo me leva a crer que Millennium é uma das melhores séries dos anos 90! Todo bom fã do gênero de terror devia dar uma chance. A série tem ótimos episódios, claro, nem todos. Tem alguns bem fracos, mas garante diversão nos seus melhores eps. e é aquilo tipo de coisa que, como bom fã de terror, vai te fazer pensar: "Que foda!", por causa da contextualização de uma coisa que acontece, em conjunto com toda aquela história, como em um quebra-cabeças... É exatamente isso que essa série é.



Uma coisa que pode desagradar quem vai assistir a série despretensiosamente é que ela ainda não foi lançada em alta definição, e até a segunda temporada o formato é em fullscreen.

Cotação: Apesar de todos os defeitos. Definitivamente, essa é uma série para ter na lista!

Enfim, vou deixar uma opinião que pode deixar muita gente com cara feia mas eu acho essa série melhor que Arquivo X. Tudo bem? vamo respeitar.

Para quem se interessar pela série, indico a aquisição, mas dá para encontrar fácil essa legendada por aí, não vou passar link nenhum... Google.


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